Pesquisadores participam de Congresso Internacional de Gastronomia

Agronegócio

Pesquisadores participam de Congresso Internacional de Gastronomia

Especialistas participaram da programação do II Congresso Internacional de Gastronomia e Ciência de Alimentos.
Por:
299 acessos

Ricardo Elesbão, Socorro Bastos, Selene Benevides e Rita Pereira participaram da programação do II Congresso Internacional de Gastronomia e Ciência de Alimentos, realizado em Fortaleza, na semana que passou. Socorro Bastos atuou como moderadora de mesa-redonda sobre sabores tradicionais. Selene Benevides falou sobre queijos em oficina de harmonização de vinhos e queijos brasileiros. Rita Pereira falou sobre hortas urbanas e Ricardo Elesbão participou do Fórum de discussão dos Coordenadores dos Cursos de Gastronomia do Brasil.

Na mesa redonda coordenada pela pesquisadora Socorro Bastos foram discutidos temas como "Queijos Artesanais: Tradição, manutenção e inovação da cultura queijeira", "Azeite extra virgem de oliva: a correlação de aspectos sensoriais e nutricionais", "Criação de suínos crioulos e a Gastronomia Regional" e "Sementes Crioulas e Soberania Alimentar".

Articulação - O tema da participação de Ricardo Elesbão no fórum de coordenadores de curso de gastronomia foi a importância da Embrapa na articulação da pesquisa agropecuária como base científica ao fazer gastronômico. Do laboratório para a cozinha, a Embrapa possui muitas interfaces com a culinária e a gastronomia. Tanto por meio da pesquisa nas áreas de biodiversidade e dos recursos genéticos visando aumentar a matriz alimentar quanto em atividades relacionadas à química de produtos naturais, com foco em alimentação.

Um dos resultados de todo esse esforço, ressalta o pesquisador, são os impactos gerados na criação e descoberta de novos ingredientes e produtos alimentícios. A Embrapa Alimentos Funcionais, Sabores e Aromas, nova Unidade da empresa a ser criada em Maceió (AL), deverá congregar os estudos que se situam na fronteira do conhecimento entre ciência dos alimentos e gastronomia, como antropologia associada ao resgate e cultivo de plantas alimentícias tradicionais, alimentos funcionais e gastronomia molecular.

BFN - Durante o congresso, o pesquisador Ricardo Elesbão encontrou parceiros do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN). A ação é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e visa a conservação e a promoção do uso sustentável da biodiversidade em programas que contribuam para melhorar a segurança alimentar e a nutrição humana. O BFN surgiu com o propósito de responder às preocupações crescentes sobre o rápido desaparecimento da biodiversidade agrícola, assim como das culturas tradicionais e, particularmente, de espécies silvestres que possuem potencial nutricional.

Além do Brasil, integram o projeto, o Quênia, o Sri Lanka e a Turquia. A ação é coordenada pelo Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), com apoio do Bioversity International (Instituto Internacional de Recursos Genéticos Vegetais) e o Programa das Nações Unidas para o meio Ambiente – PNUMA.

Hortas urbanas - a pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, Rita de Cássia Alves Pereira, participou da mesa redonda "Hortas Urbanas, Permacultura e Agrofloresta: qualidade e segurança alimentar em qualquer tamanho de terra", no último dia do evento. Coordenada pela professora de Gestão e Legislação  Ambiental, Anna Erika Lima, do Instituto Federal do Ceará – IFCE (Campus Baturité),a mesa redonda contou com a participação da chef Vaikuntha Prasada Denstone, do restaurante vegano Mandir; de Alessandro Nunes da ONG Terra Viva e da chef Martha Tatini, do SENAC/SP.

Rita Pereira enfatizou aos mais de 300 participantes presentes a importância de se montar hortas nos espaços "vazios" da cidade. "Praças, canteiros e até em calçadas. É importante arborizar esses espaços para que a cidade crie uma harmonização verde, uma cultura ecológica", disse a pesquisadora.

Segundo a pesquisadora, para se criar uma horta urbana com base na revolução urbana e gentil nas cidades, um dos grandes pontos é conhecer as condições climáticas do lugar. "Nem todas as plantas, árvores e sementes podem ser plantadas. Principalmente porque moramos em uma cidade com o clima seco".

Próximo congresso - Na mesa redonda sobre hortas urbanas foi realizada a votação que decidiu onde seria o próximo congresso. Com 150 votos, alunos, professores, pesquisadores e profissionais decidiram que o próximo evento será na FAT, em Alagoas. "Fico feliz que o evento continuará no Nordeste. Vamos fazer valer a pena" diz a coordenadora do curso. Estavam lá os representantes da Universidade Mackenzie/SP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também a representante da Faculdade de Tecnologia de Alagoas (FAT).

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink