Pesquisas prometem ganhos elevados

Agronegócio

Pesquisas prometem ganhos elevados

As pesquisas com transgênicos em Minas envolvem produtos para o campo
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As pesquisas com transgênicos em Minas envolvem produtos para o campo (leite, pimentão, maracujá, alface, frutas cítricas, soja e tomate), mas também áreas menos conhecidas, como a farmacêutica. Além das universidades, centros de pesquisa, entre os quais a unidade da Embrapa em Sete Lagoas, voltada para o estudo de milho e sorgo, e empresas privadas também desenvolvem suas próprias técnicas de uso de organismos geneticamente modificados no Estado. Da capital ao interior, os trabalhos têm resultado em produtos com alto potencial de venda no mercado.

Se as pesquisas que envolvem plantas transgênicas estão no foco da polêmica desde 1998, quando decisão judicial proibiu o cultivo de organismos geneticamente modificados, o campo farmacêutico prosperou. “Se gerou essa expectativa de legislação para o campo, nunca existiu para os medicamentos”, afirma o professor Vasco Azevedo, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A universidade tem trabalhos diferentes no desenvolvimento de vacinas com a técnica de transgenia.

Um dos destaques é a vacina para evitar mortes por picadas de escorpião e aranha. O método é inovador na pesquisa mundial, sendo diferente do soro. A vacina é aplicada na pessoa ou animal após a picada, ao contrário do soro, um tratamento preventivo. A pesquisa da UFMG é voltada para o tratamento de picadas do escorpião amarelo, presente em grande escala no Sudeste, e da aranha marrom, mais freqüente na região Sul. Os estudos são importantes porque abrem espaço também para pesquisas de vacinas contra serpentes.

Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), os trabalhos envolvem produtos como tomate, soja e eucalipto transgênicos. “Estamos mais voltados para as plantas, com trabalhos em nível de laboratório, sem nada no campo. A permissão para os testes no campo ficará mais fácil com a Lei de Biosegurança”, comenta o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Gradução, Maurílio Alves Moreira.

Segundo ele, a UFV enviará proposta ao Ministério da Ciência e Tecnologia para qualificar o campus como estação de quarentena de produtos transgênicos que chegam ao Brasil. Atualmente, apenas um órgão, localizado em Brasília, faz esse trabalho de acolher as sementes de plantas vindas do exterior e testá-las antes de liberar para estudos no Brasil. “Com a liberação da legislação própria, a tendência é de que os pedidos de multinacionais para programas de estudo do transgênico dentro do Brasil aumentem”, diz Moreira.

Na sede da Embrapa em Sete Lagoas, as pesquisas com milho transgênico estão avançadas. A variedade desenvolvida tem a finalidade de combater a lagarta do cartucho e outras pragas responsáveis por prejuízos nas lavouras brasileiras que podem chegar a US$ 1 bilhão.


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