Petrobras revê parceria para produção de álcool

Agronegócio

Petrobras revê parceria para produção de álcool

Engenheiro da Petrobras declarou que não está nos planos estratégicos da estatal produzir álcool antes de 2015
Por: -Edson Álvares da Costa
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O engenheiro da Petrobras Paulo de Tarso Costa, declarou nessa quinta-feira (07-12) durante o VII Fórum Abag (Associação Brasileira do Agribusiness), realizado pela primeira vez em Ribeirão Preto (SP), que não está nos planos estratégicos da Petrobras produzir álcool antes de 2015. A afirmação foi feita durante a palestra com o tema Agroenergia. Costa causou surpresa e descrédito entre os integrantes da platéia, composta em sua maioria por usineiros.

"Quantos sorrisos pela sala", brincou Luiz Carlos Corrêa de Carvalho, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool e da Usina Alta Mogiana, de Morro Agudo (SP), também um dos palestrantes do evento.

O engenheiro da Petrobras, gerente de comércio de álcool e oxigenados, não se manifestou quando interrogado sobre a reportagem publicada por este jornal anunciando a intenção da estatal em participar da produção de álcool pelo sistema de parceria. Na ocasião, a estatal brasileira informou que pretendia garantir a compra, por 20 anos, de 3 bilhões de litros anuais de álcool no País que seriam exportados para o Japão.

O volume seria suficiente para misturar 3% de álcool na gasolina japonesa. Segundo a notícia, confirmada na época por então dois funcionários da empresa, a Petrobras encabeçava projeto que resultaria na construção de 40 novas destilarias de álcool no País, de onde sairia o álcool para abastecer o Japão.

A Petrobras já é parceira, desde o início do ano, da Nipon Alcohol Banhai, trading estatal japonesa com a qual criou a joint venture Brasil-Japão Etanol, com o objetivo de cuidar da importação do álcool brasileiro e de sua distribuição no país asiático.

Mas Costa garantiu que estão em andamento os projetos de construção de um álcoolduto paralelo ao poliduto Paulínea-Brasília e de melhorias na hidrovia Tietê-Paraná, tudo com o objetivo de exportar álcool, principalmente para o Japão. "Com esses sistemas funcionando, teremos capacidade para exportar 8 milhões de litros por ano", afirmou.

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