Agronegócio

PIB do agronegócio cresceu 2,57% em Minas no 1º trimestre

O PIB do agronegócio de MG cresceu 2,57% no primeiro trimestre de 2016, frente ao resultado gerado em 2015, elevando a estimativa de renda para R$ 190,23 bilhões.
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O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio de Minas Gerais cresceu 2,57% no primeiro trimestre de 2016, frente ao resultado gerado em 2015, elevando a estimativa de renda para R$ 190,23 bilhões. Somente em março a evolução ficou em 0,89%. O incremento se deve aos resultados da agricultura, que cresceram 5,91% no trimestre e 1,99% em março, enquanto a pecuária acumula queda trimestral de 0,69% e de 0,24% em março. Com a alta no PIB, a atividade agropecuária de Minas Gerais passou a representar 13,74% do PIB do agronegócio nacional, frente à participação de 13,57% em 2015.
 
A coordenadora da assessoria técnica da FAEMG, Aline Veloso, destaca que desde 2012 o agronegócio estadual vem aumentando o valor do PIB e a participação na composição do PIB nacional. A renda gerada pela atividade em 2012 era de R$ 156,69 bilhões e a estimativa é encerrar 2016 em R$ 190,23 bilhões. Em relação à participação no PIB nacional, o índice saiu de 12,35%, em 2012, para 13,74% em 2016.
 
“O crescimento do PIB nos últimos anos é resultado da diversificação das atividades, dos investimentos em tecnologias e da instalação de cadeias produtivas completas em Minas Gerais. Mas ainda são muitos os desafios a serem superados pelo setor, como a logística e a infraestrutura”, explicou Aline.
 
Ao longo e março, entre os segmentos que compõem o PIB do agronegócio, a maior alta mensal foi registrada na indústria (1,73%), seguida por serviços (0,95%), básico (0,39%) e insumos (0,29%). Na projeção anual, estima-se alta de 4,92% para indústria, de 2,66% para serviços, de 1,78% para insumos e de 1,16% no setor básico.“O crescimento observado na indústria é importante por mostrar que mais produtos estão sendo processados no Estado”, disse Aline.
 
Do valor total estimado para o PIB, R$ 190,23 bilhões, a expectativa é que R$ 96,97 bilhões ou 50,97% sejam provenientes do ramo da agricultura e R$ 93,265 bilhões ou 49,03%, do pecuário.
 
O ramo agrícola apresentou aumento de 1,99% em março. Esse resultado foi reflexo do crescimento observado nos quatros segmentos: serviços (2,13%), indústria (2,25%), básico (1,75%) e insumos (0,22%). No primeiro trimestre o incremento no setor agrícola ficou em 5,91%.
 
Até março, o segmento básico da agricultura apresentou alta de 7,1% na média das cotações com relação ao mesmo período do ano anterior. Em produção a alta foi de 15,43%. Entre os produtos acompanhados em Minas Gerais, tiveram aumento no faturamento no período o café (16,54%), milho (44,80%), soja (37,06%), cana-de-açúcar (11,86%), feijão (36,94%), batata (2,4%), laranja (13,15%), banana (47,70%) e algodão herbáceo (40,50%).
 
Expectativas
 
No período a alta no segmento básico foi impulsionada principalmente pelos preços de importantes produtos como a soja e o milho. No momento atual, os preços devem se manter elevados dado as adversidades climáticas que têm afetado a produção agrícola”, disse Aline.
 
Para os próximos meses as expectativas são cautelosas, principalmente pelo clima adverso que impactou na produção da segunda safra de grãos e do café, que perdeu qualidade. Além disso, o atual cenário econômico, o aumento do desemprego, da inflação e a queda do poder de compras das famílias deverão impactar de forma negativa no setor.
 
“O momento é bem delicado e o setor agropecuário não é uma ilha que ficará imune aos reflexos negativos da retração econômica. O consumidor está com o poder de compras menor e a cesta de produtos vem sofrendo mudanças. Nos próximos meses a tendência é de queda na produção de alguns produtos, em função do clima, e de aumento dos preços, o que poderá sustentar a alta do PIB. É importante destacar que isso não reflete em ganho direto para o produtor, uma vez que os custos estão mais altos”, explicou Aline.
 
O relatório do PIB do agronegócio mineiro é elaborado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com o apoio financeiro da Seapa (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais) e apoio operacional e técnico da FAEMG e do SENAR MINAS.
 
Alta na agricultura e retração na pecuária
 
Ao contrário da agricultura, a renda gerada com a pecuária retraiu 0,24% em março, elevando a queda do trimestre para 0,69%. A atividade é responsável por 49,03% do PIB do agronegócio mineiro, com valor estimado para 2016 em R$ 93,265 bilhões.
 
Ao longo de março, apenas o segmento de insumos cresceu, 0,35%. No segmento básico a queda foi de 0,16%, seguida pela retração de 0,8% na indústria e de 0,36% em serviços. A queda de 0,16% no segmento básico foi influenciada pela retração do preço médio ponderado que ficou 1,61% menor em março, frente ao mesmo período de 2015.
 
Até o fechamento do relatório, vários setores do segmento básico da pecuária não tiveram os dados divulgados quanto às expectativas de produção. Apenas para a pecuária leiteira foi possível obter informações, sendo que o volume caiu 0,51% ao ano. Com relação aos preços, bovinos caíram 5,68%, vacas, 4,79% e suínos, 14,14%. Já frango, leite e ovos apresentaram crescimento de 1,85%, 6,31% e 7,64%, respectivamente.

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