Pinhão manso é analisado

Agronegócio

Pinhão manso é analisado

O pinhão manso é vegetal rico em óleo e gordura para a produção de biocombustíveis
Por: -Wisley Tomaz
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O pinhão manso e as palmeiras oleíferas como a macaúba, tucumã, inajá e o babaçu são consideradas potenciais para a produção de biocombustíveis, porém, ainda não há o domínio tecnológico necessário. Em função disso, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está desenvolvendo um trabalho com bases tecnológicas modernas para analisar o desenvolvimento do pinhão manso (Jatropha curcas) no solo brasileiro e colher material genético para o uso da planta. Hoje, técnicos da Associação Brasileira de Produtores de Pinhão-Manso (Abppm) e da Embrapa Agroenergia trabalham na análise do desenvolvimento sustentável da cultura nos municípios de Santa Teresa (ES), Piracuruca (PI), Wanderlândia (TO), Ribas do Rio Pardo (MS) e Jales (SP).

Cada unidade de observação ocupa área aproximada de dois hectares. Com base nos dados e amostras coletadas, será definido um sistema sustentável de cultivo e identificadas variedades de alta produtividade adaptadas a diferentes regiões do Brasil. De acordo com o coordenador do estudo, Bruno Laviola, a ideia é que, a médio-prazo as regiões das unidades tornem-se centros de referência e de treinamento da cultura e promovam a expansão do cultivo.

O pinhão manso é vegetal rico em óleo e gordura, com potencial para gerar quatro mil quilos de óleo por hectare, para a produção de biocombustíveis. A promoção da cultura é estratégica para o Ministério da Agricultura, que está investindo em pesquisas em busca da domesticação e do domínio tecnológico do pinhão manso para repassar aos agricultores interessados. No Brasil, estima-se que já existam mais de 20 mil ha cultivados com pinhão manso. A pesquisa busca conhecimento novo para dar sustentabilidade à iniciativa privada, que implanta suas lavouras por conta e risco, evitando assim, casos de insucessos que aconteceram com várias outras culturas.

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