Plantas crescem 40% a mais por melhorar fotossíntese

ESTUDO

Plantas crescem 40% a mais por melhorar fotossíntese

“Esse desperdício de energia pode reduzir o rendimento das colheitas em 20% a 50%"
Por: -Leonardo Gottems
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Um estudo publicado na revista Science indicou que um tipo de modificação genética feita no tabaco aumentou o crescimento das plantas em mais de 40%. De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, isso  poderia ajudar os agricultores a atender às demandas alimentares de uma crescente população mundial. 

A simplificação da fotorrespiração é "um grande avanço nos esforços para melhorar a fotossíntese", diz Spencer Whitney, um bioquímico de plantas da Universidade Nacional da Austrália em Canberra, que não esteve envolvido no trabalho. 

Nesse cenário, agora que a indústria agrícola otimizou principalmente o uso de ferramentas para aumentar o rendimento, como pesticidas, fertilizantes e irrigação. Sendo assim, os pesquisadores estão tentando “microgerenciar” e melhorar o crescimento das plantas, criando maneiras de tornar a fotossíntese mais eficiente. 

Os pesquisadores informaram também que a fotorrespiração é um grande obstáculo para alcançar essa eficiência. Ela ocorre em muitas plantas, tais como soja, arroz e trigo, quando uma enzima chamada de Rubisco, cuja função principal é a de ajudar na transformação do dióxido de carbono da atmosfera em açúcares que estimulam o crescimento das plantas, acidentalmente remove uma molécula oxigênio da atmosfera. 

“Esse desperdício de energia pode reduzir o rendimento das colheitas em 20% a 50%, dependendo das espécies de plantas e das condições ambientais. Usando engenharia genética, os investigadores têm projetado agora uma rota mais direta para fotorespiração que é limitada a um compartimento de uma única célula: equivalente célula de uma viagem de carro de Maine até a Flórida localizado na costa leste”, diz o relatório do projeto. 

Ao contrário de experimentos anteriores com vias de fotorrespiração projetadas por outros cientistas, a equipe testou seu desvio de fotorrespiração em plantas cultivadas em campos sob condições reais de crescimento. Nesse cenário, o tabaco geneticamente modificado produzia 41% mais biomassa do que o tabaco que não havia sido modificado.


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