Plantas podem ser biofármacos antifúngicos

PESQUISA

Plantas podem ser biofármacos antifúngicos

"No momento, temos apenas algumas classes de agentes antifúngicos"
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisadores do Consejo Superior de Investigaciones Científicas da Espanha (CSIC) desenvolveram ferramentas biotecnológicas para produzir eficientemente proteínas antifúngicas em plantas. Os resultados desta pesquisa, que poderiam ter um grande impacto no setor agroalimentar e farmacêutico, foram publicados na revista  Plant Biotechnology Journal . 

A pesquisa foi realizada também por pesquisadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Plantas (IBMCP) em colaboração com o Instituto de Química Agrícola e Tecnologia de Alimentos (IATA-CSIC). Nesse cenário, eles descobriram que os fungos que causam doenças em plantas, animais e seres humanos representam uma séria ameaça à saúde, segurança alimentar e ecossistemas. 

Os fungos também representam um desafio para a segurança alimentar, pois destroem as principais culturas em todo o mundo e contaminam alimentos e rações com micotoxinas prejudiciais à saúde animal e humana. Segundo María Coca, pesquisadora do CSIC no CRAG, a necessidade de desenvolver novos produtos é grande na atualidade. 

"No momento, temos apenas algumas classes de agentes antifúngicos, e mesmo estes não são completamente eficazes devido ao desenvolvimento de resistência e aos efeitos secundários que eles produzem.  Muitos destes compostos nem sequer cumprem os regulamentos a serem utilizados. Por tudo isso, há uma necessidade urgente de desenvolver novos antifúngicos que melhorem os existentes e que possam ser aplicados em vários campos”, comenta.

O grupo de María Coca, em colaboração com o pesquisador Jose F. Marcos, da IATA, pretende desenvolver novos compostos baseados nas proteínas antifúngicas secretadas pelos filamentos fúngicos. O problema é que sua síntese é extremamente complicada, o que torna necessário o desenvolvimento de novos sistemas de produção eficientes, sustentáveis e seguros.


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