Plantio da safrinha em Goiás deve se encerrar logo
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Agronegócio

Plantio da safrinha em Goiás deve se encerrar logo

O ideal mesmo é que se conclua o plantio da safrinha até o último dia de fevereiro
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O produtor não pode se deixar levar pelo entusiasmo com as boas expectativas em relação à safra e estender o plantio da safrinha além do que seria prudente. A advertência foi feita nessa segunda-feira (26-02) pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, seção de Goiás (OCB-GO), Antônio Chavaglia, que considera temerária qualquer semeadura após o próximo dia 10.

Segundo ele, o ideal mesmo é que se conclua o plantio da safrinha até o último dia de fevereiro, mas como o período tem sido de chuvas intensas, talvez não seja um exagero estender o processo até o dia 10 de março. Antônio Chavaglia deixa bem claro que essa tolerância diz respeito à safrinha de sorgo, cultura especialmente resistente a estresse hídrico, porque para o milho, o período de plantio está definitivamente encerrado. “O produtor hoje tem de ser profissional e agir como profissional, observando critérios técnicos no desenvolvimento da sua atividade. Plantar milho safrinha nessa altura do calendário agrícola, é puro jogo de azar”, diz o dirigente da OCB-GO.

Crescimento

Conforme o presidente da OCB-GO, a expectativa geral de uma boa comercialização da safra, confirmada por preços firmes em plena colheita, estimulou o produtor a aumentar substancialmente o plantio de milho e sorgo safrinha.

Ele diz que embora ainda não seja possível quantificar a safra de inverno, a estimativa é de que a safrinha de milho seja 25% superior à passada e a de sorgo maior ainda. Para Antônio Chavaglia, mesmo no caso do milho, em que os preços caíram de R$ 20,00 a saca para R$ 16,50 desde o início da colheita, a cotação ainda não pode ser considerada ruim. “Isso representa quase 8 dólares, o que significa que está dentro dos preços históricos internacionais. O que está ruim é a conversão, devido à sobrevalorização do real”, argumenta Antônio Chavaglia, para quem deve continuar na ordem do dia a discussão da política cambial do governo.


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