Plantio direto, ILPF e reflorestamento são alternativas ao aquecimento
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Agronegócio

Plantio direto, ILPF e reflorestamento são alternativas ao aquecimento

Atualmente, o Brasil emite 1,9 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera
Por: -Marianna
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Tema bastante explorado pelos meios de comunicação, o aquecimento global e seus efeitos na agricultura, também foi debatido durante o XXVIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo no painel “Seca e calor e seus impactos na produção de milho e sorgo”. Projeções e análises de modelos que mostram mudanças na geografia de produção das principais culturas agrícolas brasileiras foram apresentados, como a redução, em um futuro próximo, do número de municípios aptos a plantarem milho, segundo o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos, e a migração das lavouras de café mais para o Sul do país.

Em relação à produção de milho, o número de municípios em condições de plantio atestadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento cairá de 4400 para 3800 até 2070, segundo as projeções. No entanto, de acordo com o pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Hilton Silveira Pinto, alternativas para reverter essas projeções têm que ser colocadas em prática. “O objetivo é diminuir a concentração de gases de efeito estufa”, destacou.

Entre essas alternativas, estão o plantio direto na palha, capaz de aumentar o estoque de carbono no solo, a arborização de áreas e a adoção do sistema de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta). “Estudos mostram uma absorção de 2,5 toneladas de dióxido de carbono por hectare por ano com esse sistema”, disse o pesquisador. Atualmente, o Brasil emite, de acordo com Silveira, 1,9 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera. Aliada às alternativas anteriores, o pesquisador cita a necessidade de recuperação de mais de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, “sequestrando carbono e reduzindo os gases de efeito estufa”. “A fixação biológica de nitrogênio é mais uma saída, além de ações contundentes de reflorestamento”, afirmou. O painel foi coordenado pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Reinaldo Lúcio Gomide, da área de Agrometeorologia.

O XXVIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, realizado pela Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Transferência de Tecnologia, Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Universidade Federal de Goiás, foi encerrado na última quinta-feira, 02, em Goiânia-GO. A promoção foi da ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo).

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Milho e Sorgo.

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