Plantio do trigo segue atrasado no Rio Grande do Sul

Agronegócio

Plantio do trigo segue atrasado no Rio Grande do Sul

Chuvas ocorridas recentemente impactaram a cultura do trigo
Por:
1290 acessos

Receba Notícias como esta por email

Cadastre-se e receba nossos conteúdos gratuitamente
Obrigado por se cadastrar
  • Enviamos a você um email de boas vindas para ativação de seu cadastro.

As intensas chuvas ocorridas recentemente impactaram a cultura do trigo de maneira distinta nas diversas regiões do Rio Grande do Sul. O principal problema para a atual safra do grão, ou aquele que poderá ter maior impacto no futuro, se refere ao atraso no plantio. Segundo dados coletados pela Emater/RS-Ascar, em todas as regiões produtoras, há relatos de problemas nesse sentido.

Considerando a média das últimas cinco safras, o percentual deveria alcançar 78% de área plantada, enquanto que a atual não passa dos 65% do total da área, estimada inicialmente em 1,153 milhão de hectares. Este fato fica potencializado, uma vez que, na maioria das principais regiões produtoras (80%), o período preferencial para o plantio já foi encerrado. 

Até o momento, o principal dano relatado, em quase todas as regiões mais afetadas, se refere a problemas decorrentes da erosão causada pelo grande volume de precipitação registrado em curto espaço de tempo, resultando em perdas de fertilizantes e sementes, principalmente em lavouras semeadas dias antes da ocorrência das chuvas. Nas áreas próximas a rios e arroios, as ocorrências mais frequentes foram os alagamentos e inundações. Nesse sentido, cabe ressaltar que muitas delas foram implantadas em áreas não recomendas para tal finalidade. 

Dada à proximidade das ocorrências e mesmo sua continuidade, a quantificação dos prejuízos causados pelas chuvas se torna difícil. Fato que a Emater/RS-Ascar deverá acompanhar à medida que informações mais precisas sobre a evolução das lavouras sejam processadas. No momento existe uma grande probabilidade de que a área de trigo fique abaixo do estimado inicialmente. A Emater/RS-Ascar deverá realizar até fins de julho um novo levantamento para precisar a área efetivamente plantada com esta cultura. 

As condições climáticas também foram adversas à produção de hortaliças, principalmente nos cultivos a campo, sem proteção e a céu aberto. Na região do Planalto Médio, estima-se que os danos causados pelo excesso de chuvas nas hortaliças folhosas fiquem em torno de 50%. Na alface, os danos são de aproximadamente 80%, mais elevados por ser uma cultura sensível às condições climáticas adversas. Já na região do Alto Uruguai, as perdas variam de 20% a 30%, ocasionadas pelas chuvas excessivas e baixa insolação na semana, prejudicando o desenvolvimento das olerícolas. 

No período, com a presença constante de chuvas, aliadas à formação de geadas, o desenvolvimento das pastagens nativas, que naturalmente estão no final de ciclo, também foi prejudicado. Em muitos municípios, o excesso de umidade e a pouca luminosidade do período propiciou condições para a proliferação de doenças fúngicas. 
Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink