Plantio termina com área ampliada na soja e no milho
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Agronegócio

Plantio termina com área ampliada na soja e no milho

Safra vai atravessar período decisivo nas próximas semanas, devido à influência do La Niña
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Safra vai atravessar período decisivo nas próximas semanas, devido à influência do La Niña. Ampliação do cultivo soma 1,6 milhão de hectares

O plantio de soja e milho de ve­­rão chega ao final em todo o país com potencial para safra cheia em lavouras ampliadas. Houve expansão de 1,6 milhão de hectares de cultivo, mostra o Indicador Brasil elaborado pela Expedição Safra Gazeta do Povo com base nas sondagens realizadas nos últimos dois meses. Tanto o cereal quanto a oleaginosa avançaram cerca de 800 mil hectares, ve­­rificaram as equipes de técnicos e jornalistas, que percorreram 12 estados do Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Centro-Norte do país.


A oleaginosa cresceu nas zo­­nas de fronteira agrícola e o mi­­lho tomou área de sua principal concorrente em regiões de cultivo consolidado, conclui o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico-econômico da Orga­­ni­­zação das Cooperativas do Pa­­raná (Ocepar) que integra o projeto.

Apesar da previsão de recuo de 1,7% no volume de soja a ser colhido no Sul, devido à falta de chuvas, a produção cresce nas de­­mais regiões do país. No Cen­­tro-Oeste, houve expansão de área (4,3%) e Mato Grosso do Sul tende a superar a produtividade do ano passado (com 2,95 mil quilos por hectares, +6,5%) – quando uma enxurrada em plena colheita puxou o índice para baixo.


No Centro-Norte, a ampliação do plantio de soja (8,9%) compen­­sa com folga a diminuição prevista na produtividade (-1,7%), e a colheita tende a ser 7,1% maior. No Sudeste, o cultivo também se expandiu (3,6%) e a previsão é que o rendimento por hectare se­­ja praticamente igual ao do último ciclo (2,88 mil kg/ha).

Em relação ao milho, a expansão da área nacional (10,4%) sustenta a expectativa de crescimen­to na produção (11,9%). O Indica­­dor considera perda na produtividade de 1% no Paraná e San­­ta Catarina e de 1,5% no Rio Grande do Sul. Em Tocantins, o recuo em relação ao índice de 2010/11 foi estimado em 5,8%. Porém, a expectativa é de ampliação de 4,4% no rendimento nos estados de Mato Grosso, Mato Gros­­so do Sul e Goiás.


O plantio de verão teve um bom arranque, começou mais ce­­do em todas as regiões e não faltaram chuvas nas primeiras semanas do ciclo. As regiões que sofrem com o clima mais seco ainda podem ser consideradas zonas isoladas, avalia Mafioletti.

O quadro sustenta a estimativa inicial da Expedição, de que a produção nacional de grãos deve atingir 165 milhões de toneladas, podendo chegar a 170 mi­­lhões (sendo 112,91 milhões de soja e milho de verão) em 2011/12. A pesquisa considera a possibilidade de a safra de milho de inverno passar de 23 milhões de toneladas.

Neste momento, falta chuva para as lavouras de milho gaúchas plantadas em outubro e o potencial produtivo dessas áreas está comprometido, afirma o técnico da Emater do Rio Grande do Sul Dulphe Pinheiro Machado Neto. O estado, por enquanto, é o mais afetado pelo La Niña.


Em Mato Grosso, os produtores também reclamam de estiagem e chuvas irregulares, principalmente nas regiões Sul e Oeste. A soja sente sede em propriedades discriminadas pelas nuvens carregadas. O problema, segundo os técnicos, terá sua dimensão definida mais à frente.

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