PNDS no Ceará

Agronegócio

PNDS no Ceará

Prioridade é alavancar as vendas e preparar o produtor para atender mercado
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ABCS - No primeiro plano de atuação da Associação de Suinocultores do Ceará (Asce) no Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) a prioridade é alavancar as vendas e preparar o produtor para atender a esse mercado. Para atingir a esses objetivos será preciso mapear a produção do Ceará identificando as produções tecnificadas e não tecnificadas; promover a capacitação de produtor cearense com ações e qualificação estruturantes nos aspectos técnicos, gerenciais e ambientais; e estruturar o varejo para o desenvolvimento de ações para promoção da carne suína e possibilitar que ela chegue a mesa dos consumidores em cortes práticos e porcionados.


Por isso, em março, a Asce junto ao Sebrae/CE realizará o levantamento de dados sobre número de matrizes por região, condições sanitárias, comerciais e ambientais das granjas. A produção tecnificada de suínos é uma atividade concentrada no centro-sul do país, área de excelente condição sanitária e segundo o presidente da entidade estadual, Paulo Helder de Alencar esse é um dos desafios estruturais da suinocultura da nordestina e do Ceará também. Ainda neste mês, com o intuito de disseminar o conceito do Projeto aos produtores da região, a executiva do PNDS no Ceará, Paula Braga, junto ao gestor do PNDS pelo Sebrae/CE, Germano Blhum, visitarão todos os produtores filiados à entidade. O diretor executivo da ABCS, Fabiano Coser, reafirma a importância dessa visita aos produtores. “É preciso dizer ao produtor que o PNDS também é de responsabilidade deles e que o compromisso de construir a contrapartida para que a Asce de fato inicie o PNDS é uma ação conjunta entre a entidade e os suinocultores”, conclui o diretor.

A entidade prevê ainda em março a reciclagem dos conhecimentos passados aos instrutores do Curso de Cortes que o Senar/CE capacitou em novembro passado e também a realização de cursos de cortes para açougueiros e profissionais da região de Fortaleza, em abril, para difundir os cortes de carne suína e ampliar as possibilidades dos consumidores nas gôndolas de supermercados. Outra importante ação que já será iniciada em abril é o planejamento estratégico da Asce, custeado através do PNDS pelo Sebrae/CE.


Paulo Helder acredita nos resultados que o projeto possa trazer para o aumento de consumo da carne suína no estado e desenvolvimento da atividade. “Será fundamental um diagnóstico da produção de suínos para que sejam conhecidos os gargalos e a capacitação dos produtores para gestão do negócio para o desenvolvimento da cadeia suinícola. A partir daí atuaremos na área de divulgação e desmistificação da carne suína”. Além disso, o projeto no estado também prevê a realização de cursos modulados de gerenciamento e produção para funcionários das granjas dos associados em parceria com o Senar/CE.

Aliado a essas atividades, também estão programadas campanhas “Um Novo Olhar” para disseminação dos novos cortes, bem como instruir aos clientes os mitos e verdades sobre a carne suína, sua importância na saúde humana, além de apresentar receitas diferenciadas que podem ser preparadas no dia-a-dia. A realização de projeto de oficinas gastronômicas em redes de supermercados também está sendo estudada pela entidade com intuito de ampliar o conceito de novos cortes. Ainda na área de divulgação, a Asce participará de feiras importantes para o setor como PecNordeste e o Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (SNDS).

Já na área de industrialização, os suinocultores cearenses também terão novidades. O Projeto estima que ainda em maio seja aplicado um questionário base para levantamento de informações especificas sobre as agroindústrias do estado, açougues que comercializam carne suína, além de cozinhas industriais que têm interesse em incluir a carne suína no cardápio.

A coordenadora do PNDS, Lívia Machado, ressalta o compromisso assumido pela entidade e sua importância para a meta nacional de aumento de consumo da carne suína. “A Asce e toda a sua Diretoria foram muito ousadas em aceitar esse desafio. Há muito trabalho, perspectivas e é preciso que o comprometimento dos produtores cearenses seja intenso nesse momento”, reforça a coordenadora e encerra, “O PNDS será resultado desse esforço coletivo”.


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