Ponta Grossa (PR) deve colher 170 toneladas de uva

Agronegócio

Ponta Grossa (PR) deve colher 170 toneladas de uva

Colheita da uva deverá ser intensificada nos primeiros dias de janeiro
Por: -Luciana R. Brick
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A partir do próximo dia 25, produtores de uva da região de Ponta Grossa (PR) devem iniciar a colheita da fruta. A estimativa é que sejam colhidos, nesta safra, cerca de 170 toneladas nas propriedades do município (incluindo áreas em Uvaia, Itaiacoca, Guaragi, Bocaina, e outras). Porém, a colheita deverá se intensificar nos primeiros dias do próximo ano. “Algumas propriedades começarão a colher depois do Natal, mas o forte será em janeiro”, afirma Sérgio Sozin, presidente do Sindicato Rural (patronal) de Ponta Gros­sa e da Associação dos Viti­vinicultores dos Campos Gerais.

De acordo com ele, a expectativa é que os produtores colham cerca de 10% a mais de uva do que na safra passada, apesar de não ter havido acréscimo na área cultivada. Nas duas últimas safras, a região destinou 25 hectares ao plantio da fruta. “Devemos ter este acréscimo na produção porque o clima foi favorável ao desenvolvimento da cultura. Tivemos um período de seca no inverno, mas no início das podas choveu e isto foi bastante benéfico. A partir daí, tivemos dias quentes e chuvas freqüentes”, fala. A previsão é de que o período de colheita seja tranqüilo.

Quanto ao mercado, Sérgio diz que é preciso aguardar o início da safra. “Alguns produtores conseguiram vender o quilo da uva por R$ 3 no período da colheita, mas agora é preciso esperar a reação do mercado. Hoje a uva está com o preço elevado e chega a custar R$ 4 o quilo, no entanto, deve cair com a entrada da safra”, diz. Para ele, um acréscimo entre 20% e 30% no preço do início deste ano estará ótimo. “Tudo irá depender do mercado”, frisa.

O presidente lembra que a cidade tem tradição na cultura da fruta com qualidade. “Não temos uma grande produção, mas a nossa qualidade é superior a de muitas regiões produtoras”, garante. O custo para a produção gira em torno de 60% do volume vendido. “A implantação do parreiral é o principal custo. Depois temos despesa com o palanqueamento, adubação, plantio das mudas, entre outros”, destaca. “Mesmo assim a cultura é bastante rentável em relação as outras”, completa.

Festa – De 2 a 4 de fevereiro do ano que vem, a Associação em parceira com a prefeitura estará realizando mais uma edição da Festa da Uva. Sete produtores participarão do evento. Durante os três dias deverão ser comercializadas 25 toneladas de uva. “A festa é uma maneira da prefeitura ajudar o produtor na venda”, observa. A edição de 2007 deverá acontecer no parque ambiental (próximo ao Terminal Central).

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