Posicionamento da Monsanto sobre a pressão para suspensão do uso do glifosato

Agronegócio

Posicionamento da Monsanto sobre a pressão para suspensão do uso do glifosato

Monsanto divulga seu posicionamento quanto ao conteúdo da notícia sobre a suspensão do uso do glifosato na Argentina, divulgada pelo Valor Econômico
Por: -Renata
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A edição do Valor Econômico desta sexta-feira(05) traz a tradução de uma polêmica matéria originada da Argentina, sobre o mais utilizado herbicida do mundo, o glifosato. No Brasil mais de 20 empresas comercializam o desfolhante considerado de baixa toxicidade e indispensável em diversas culturas. O Portal Agrolink teve acesso ao posicionamento da empresa Monsanto, que desenvolveu a molécula.
 
A Universidade de Buenos Aires divulgou, em abril, os resultados de uma pesquisa relacionando o glifosato a uma eventual má-formação de embriões de anfíbios na Argentina. A notícia motivou a ONG Associação de Advogados Ambientais a entrar com uma ação na Justiça Federal do país, requerendo a suspensão da aplicação de herbicidas à base de glifosato em todo o território argentino e exigindo um prazo de 180 dias para que o Ministério da Saúde realize novos estudos de impacto à saúde humana.

Herbicidas à base de glifosato são utilizados com sucesso na Argentina há 33 anos. Trata-se de um produto comprovadamente seguro para a saúde humana, animal e ambiental, exaustivamente testado e revisado por agências regulatórias do mundo inteiro, incluindo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, órgão competente daquele país.

De acordo com o estudo, embriões de anfíbios expostos ao glifosato teriam apresentado má-formação neural, intestinal e cardíaca. Infelizmente, os detalhes da metodologia científica utilizada não vieram a público e, portanto, não é possível avaliar as conclusões do autor – o professor de Embriologia Molecular, Andrés Carrasco. Carrasco, porém, é conhecido por realizar trabalhos anteriores aplicando um teste toxicológico conhecido com Fetax, não considerado pela comunidade científica como indicador de efeitos em humanos e animais.

Referências científicas disponíveis:
· WHO/FAO. (2004) Pesticides residues in food – 2004. Report of the Joint Meeting of the FAO Panel of Experts on Pesticide Residues in Food and the Environment and the WHO Core Assessment Group on Pesticide Residues (JMPR). Rome, Italy, 20–29 September 2004. FAO Plant Production And Protection Paper 178. World Health Organization and Food and Agriculture Organization of the United Nations. Rome, Italy.
http://www.fao.org/ag/agp/agpp/Pesticid/JMPR/DOWNLOAD/2004_rep/report2004jmpr.pdf

· U.S. EPA (1993) Reregistration Eligibility Decision: Glyphosate. EAP-738-F-93-011, September 1993, Environmental Protection Agency, Washington, DC.
http://www.epa.gov/oppsrrd1/REDs/old_reds/glyphosate.pdf

· European Commission (2002) Report for the Active Substance Glyphosate, Directive 6511/VI/99, Jan. 21.
http://europa.eu.int/comm/food/fs/ph_ps/pro/eva/existing/list1_en.htm

· U.S. EPA (2006) Glyphosate; Pesticide Tolerances. Final Rule; Environmental Protection Agency. Federal Register 62(154): 42921-42928.

· Williams GM, Kroes R, Munro IC (2000) Safety evaluation and risk assessment of the herbicide Roundup and its active ingredient, glyphosate, for humans. Reg Toxicol Pharmacol 31(2):117-165.
 
Ainda com relação ao glifosato, informamos que:
· O glifosato é uma das moléculas mais eficientes já introduzidas no mercado para controle de plantas daninhas e, por isso, seu uso continua em expansão em todas as principais áreas agrícolas do mundo.

· A propriedade herbicida da molécula do glifosato foi descoberta pela Monsanto em 1970 e a primeira formulação comercial foi lançada nos Estados Unidos em 1974, com o nome comercial de Roundup. Hoje ela é utilizada em mais de 130 países, sendo aplicada para controle de plantas daninhas nas áreas agrícolas, industriais, florestais, residenciais e ambientes aquáticos, de acordo com os registros obtidos em cada país.

· Roundup foi o principal responsável pela adoção mundial de práticas agrícolas sustentáveis, como o plantio direto, e também possibilitou um grande avanço na produção mundial de alimentos com a introdução de culturas geneticamente modificadas, tolerantes ao glifosato.

· Quando Roundup é aplicado, parte do produto é diretamente absorvida, ficando nas plantas daninhas, e parte é depositada no solo. A parte do produto que é retida nos tecidos vegetais contribui para reduzir sua disponibilidade no ambiente, e este produto somente irá atingir o solo quando a matéria seca dessas plantas daninhas for decomposta pelos organismos heterotróficos do solo e na maior parte das vezes não mais como glifosato. A degradação do glifosato no solo é muito rápida e realizada por grande variedade de microrganismos que usam o produto como fonte de energia e fósforo.

· O glifosato é uma das moléculas herbicidas mais estudadas mundialmente em termos de segurança ambiental e saúde humana e possui uma das maiores bases de dados solicitados a respeito de pesticidas (Williams et al., 2000; Giesy et al., 2000). Esses dados têm sido avaliados e reavaliados por inúmeros e rigorosos testes conduzidos ao longo de vários anos pelas principais agências regulatórias e organizações científicas mundiais (United States Environmental Protection Agency – US EPA., 1993; European Commission - EC, 2002; Health Canadá, 1991; World Health Organization - WHO, 1994), que concluíram que o glifosato não possui propriedades carcinogênicas, mutagênicas, teratogênicas ou que causem qualquer problema reprodutivo. Além disso, dados de laboratório e de campo indicam baixa toxicidade e baixo risco para a vida selvagem na exposição direta ao glifosato e suas formulações (US EPA, 1993).

· No Brasil, a linha Roundup® de herbicidas a base de glifosato da Monsanto encontra-se devidamente registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA para fins agrícolas e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA do Ministério do Ministério do Meio Ambiente para fins não agrícolas. Os registros são concedidos com base nas avaliações agronômicas, toxicológicas e ambientais realizadas pelo MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA do Ministério da Saúde e IBAMA, respectivamente, em conformidade com a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, regulamentada pelo Decreto no 98.816, de 11 de janeiro de 1990, este substituído pelo Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002 e Portarias e Instruções Normativas pertinentes. Quando utilizado de acordo com as recomendações de bula, o glifosato não representa risco à saúde humana ou ao meio ambiente. As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto.

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