Potencial da ranicultura será discutido em evento on-line
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Potencial da ranicultura será discutido em evento on-line

O evento será on-line e o tema a ser abordado é "Carne de rã: a proteína aquática do milênio"
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De 9 e 13 de novembro, acontece o Encontro Nacional de Ranicultura (Enar) & International Meeting on Frog Research and Technology (Technofrog). O evento será on-line e o tema a ser abordado é "Carne de rã: a proteína aquática do milênio". As inscrições, de graça, podem ser feitas no site https://www.even3.com.br/enar13online2020/. O público-alvo são produtores, técnicos, pesquisadores, professores e empresários que trabalham ou têm interesse na criação comercial de rãs.

Segundo o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro), André Cribb, que faz parte dos comitês de organização e científico do evento, a finalidade é apresentar, analisar e discutir questões relacionadas à cadeia da rã e de derivados. “O Enar é um evento voltado para as questões nacionais, enquanto o TechnoFrog é aberto para assuntos internacionais observados em outros países”, explica.

A última edição do evento foi realizada em Minas Gerais sob a coordenação da Universidade de Uberlândia, em 2011. A decisão de realizar a edição 2020 é de um grupo de profissionais de várias organizações incluindo a Embrapa. “As organizações parceiras são múltiplas e diversas, cujas missões abrangem funções como ensino, pesquisa e extensão. A coordenação do evento está sob a responsabilidade do professor da Universidade Federal do Paraná, Andre Muniz Afonso”, informa Cribb, que vai coordenar a mesa redonda do dia 11.

Embrapa e ranicultura

A Embrapa Agroindústria de Alimentos tem-se mostrado presente na cadeia ranícola brasileira, desde o início dos anos 2000, com a geração de tecnologias para a agregação de valor à carne da rã. Desde 2008, três projetos foram desenvolvidos sob a coordenação de André Cribb. O primeiro deles, “Avaliação e transferência da tecnologia de processamento de carne de dorso de rã no setor agroindustrial da Região Sudeste do Brasil”, foi executado de 2009 a 2012. “Tratou-se de uma tecnologia de agregação de valor ao dorso por meio de sua desossa e da obtenção de conserva de carne desfiada, salsicha e patê de carne de rã”, informa o pesquisador.

Entre 2012 e 2016, o projeto “Construção de uma rede de interação e aprendizagem para a transferência de tecnologia na cadeia ranícola brasileira” teve como finalidade atender à demanda de pequenos empreendimentos familiares que precisavam de informações tecnológicas, gerenciais, mercadológicas e socioeconômicas para iniciar e ampliar investimentos na cadeia ranícola brasileira. “A deficiência de tais informações foi vista como um dos principais fatores do desequilíbrio mercadológico dessa cadeia, onde a demanda potencial por produtos e derivados de rãs era aproximadamente três vezes maior do que sua oferta real”, afirma Cribb.

Entre 2014 e 2018, o terceiro projeto “Fortalecimento tecnológico do elo agroindustrial da cadeia do pescado na região Sudeste do Brasil por meio da socialização de conhecimentos, tecnologias e práticas” foi idealizado visando levar lições aprendidas nos projetos anteriores para cadeias de outras espécies de pescado.

A execução dos projetos gerou parcerias de várias organizações como universidades, institutos de pesquisa e centros de assistência técnica e extensão rural, localizadas em estados (além do Rio de Janeiro) como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Entre os principais resultados dos projetos, estão ainda: formação de uma rede de compartilhamento de informações e conhecimentos hoje com mais de 500 participantes; duas publicações que estão disponíveis no Portal da Embrapa, o “Manual técnico de ranicultura” e o “Manual técnico de manipulação e conservação de pescado”; além da criação de um site com as informações relativas à cadeia da ranicultura no endereço eletrônico http://pescadoemrede.ctaa.embrapa.br/

“Em razão do reduzido custo de produção, a atividade ranícola se apresenta como uma atraente alternativa de negócios para empreendedores familiares e agricultores excluídos que, no entanto, precisam amplamente de informações de fácil acesso”, conclui Cribb.
 


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