PR: Programa de Sustentabilidade Sindical ganha novo fôlego em 2022
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PR: Programa de Sustentabilidade Sindical ganha novo fôlego em 2022

Os sindicatos rurais do Paraná têm demonstrado criatividade para propor soluções que garantam a viabilidade econômica
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Desde o fim da contribuição sindical obrigatória, em 2017, os sindicatos rurais do Paraná têm demonstrado criatividade para propor soluções que garantam a viabilidade econômica. Muitas dessas iniciativas surgiram dentro do Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS), criado e desenvolvido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. O projeto está em campo desde 2018 e, mesmo com a pandemia no meio do caminho, realizou ações como consultoria administrativa, treinamentos para a formação de lideranças, criação de núcleos regionais, criação e fortalecimento da Comissão Estadual de Mulheres, entre outras. Com a perspectiva de arrefecimento do novo coronavírus em 2022, a expectativa é turbinar as entregas do PSS.

Dentro deste universo de ações, segundo o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, a formação de lideranças é uma contribuição que vai além da necessidade de viabilidade a curto prazo. “Conhecimento é uma ferramenta que ninguém tira de nós. Esse esforço que estamos fazendo, certamente, vai fortalecer o sistema sindical no Paraná pelas próximas décadas. Nos últimos anos, a nossa organização tem feito a diferença para a agricultura do nosso Estado ser uma das mais competitivas do mundo. A nossa receita de conquistas sempre passou por qualificação e é exatamente no que estamos apostando nesse momento”, ressalta o dirigente.

Na lista de atividades de 2022 estão, por exemplo, a realização de 180 eventos, que incluem a criação de comissões locais, consultorias e encontros regionais. “Nossa missão principal é trabalhar para o fortalecimento dos sindicatos, por isso estamos promovendo essa retomada. A principal estratégia é a capacitação de funcionários, dirigentes e lideranças rurais”, aponta o coordenador do Departamento Sindical do Sistema FAEP/SENAR-PR, João Lázaro Pires. “Queremos também desmistificar a visão negativa que ainda existe por parte dos produtores sobre a expressão ‘sindicato rural’ e mostrar que nosso trabalho é de organização e luta por melhores condições”, complementa.

O planejamento de ações de 2022 teve como premissa o fato de que será possível realizar mais eventos presenciais. “Considerando isso, desenhamos um conjunto de nove grandes iniciativas que serão implementadas, envolvendo produto- res e gestores dos sindicatos. Precisamos, em muitos casos, quebrar aquela imagem distorcida do sindicalismo. É nosso papel fazer o campo, por meio dos líderes rurais, ter acesso a essas informações, trazer o produtor para perto e fazer todos se sentirem parte dessa mobilização”, convoca Claudinei Alves, consultor do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Balanço

No primeiro semestre 2018, quando o PSS foi a campo, ocorreu um diagnóstico para entender a realidade dos sindicatos. Com base nas informações coletadas, o programa desenvolveu um conjunto de estratégias convergentes com as dificuldades encontradas. “Desenhamos, com isso, um conjunto de ações implementadas desde então. Os principais focos foram no sentido de trabalhar desenvolvimento de lideranças, com diretores de sindicatos e novos produtores que ainda não participam da gestão, mas são potenciais líderes”, resume Alves.

Outra frente de trabalho ocorreu para profissionalizar a gestão interna dos sindicatos, por meio de ações de consultores contratados pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. Em encontros trimestrais, o propósito foi criar individualmente um plano de sustentabilidade para o sindicato em questão e acompanhar os passos da implementação.

O PSS, mesmo com o desafio da pandemia imposto no meio do caminho, provocou resultados importantes. Alves pontua, por exemplo, que os sindicatos já mudaram a postura no relacionamento com os produtores, com o estabelecimento de canais diretos de comunicação. Ainda, o consultor aponta mudanças de postura como a criação da cultura de fazer atividades de relacionamento local, reuniões, café da manhã, eventos técnicos e uma série de tentativas de engajamento de agropecuaristas. “Os sindicatos perceberam que é preciso estabelecer um movimento consistente de aproximação dos produtores. Há muitos que dão o exemplo de como é possível assumir esse papel principal de puxar as ações nas suas bases”, afirma Alves.


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