PR adota medidas para reduzir prejuízos dos produtores de batata
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Agronegócio

PR adota medidas para reduzir prejuízos dos produtores de batata

O secretário da Agricultura anunciou medidas para reduzir a crise enfrentada pelos produtores devido ao excesso de oferta
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O secretário da Agricultura do Paraná, Newton Pohl Ribas, anunciou nessa segunda-feira (29-01) duas medidas para reduzir a crise enfrentada pelos produtores de batata do Estado, devido ao excesso de oferta. A primeira medida é o acesso direto dos produtores às cinco Ceasas (Centrais de Abastecimento do Paraná), instaladas em Curitiba, Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. O mercado de produtores destas cidades estão liberados para que os agricultores possam comercializar seu produto.

“Como a batata é perecível, precisa ser consumida rápida. Seu tempo em prateleira, pós-colheita é muito curto, e com o excesso de produção, os agricultores não estão tendo como escoar ou comercializar sua safra. Esperamos que através das Ceasas consigam fazer melhores negócios”, esclareceu o secretário.

Outra medida tomada por Newton Pohl Ribas foi encaminhar um ofício ao ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, solicitando que sejam disponibilizados recursos emergenciais para que os produtores possam participar do programa "Compra Direta” do Governo Federal.

Na atual safra (2006/07), o Paraná deverá produzir 423.547 toneladas de batata, numa área de 17.087 hectares. De acordo com Maurício Lunardon, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), isso representa um aumento de 10% na área plantada e 35% na produção. “Estamos com excesso de oferta porque a área plantada aumentou no Paraná e também em outros estados. Além disso, o tempo correu bem e o rendimento das lavouras foi satisfatório”, explicou Lunardon.

De acordo com o técnico do Deral, o aumento de área ocorreu porque a safra anterior foi muito boa em termos de preço. Na última semana a saca de 50kg de batata foi comercializada por R$ 7,10 (preço recebido pelo produtor). “No ano passado, nesta mesma época, este preço era de R$ 51,30”, disse o técnico. De acordo com ele, outro fator que contribuiu para o excesso de oferta foi o predomínio da variedade Ágata, que apresenta alta produtividade e é fácil de produzir sementes, ou melhor, batata-semente.

Maurício Lunardom ressaltou ainda que o produtor é livre para plantar o que, e quanto quiser. ‘O Governo do Estado orienta para que o produtor diversifique a sua lavoura (perde aqui, mas ganha ali), porém isso fica difícil porque a produção é muito pulverizada e o número de produtores muito grande. Se um não aceita o preço, outro aceita, por isso se diz que o produtor é tomador de preço, ou seja, ele não define preço. O mercado é regulado pela lei da oferta e demanda”, explicou o agrônomo da Secretaria.

Hoje o produtor recebe R$ 7,00 por saca. Isto equivale a R$ 0,15/kg, preço bem abaixo do custo de produção, que no caso da batata é bastante elevado devido a grande quantidade de insumos utilizados. Segundo a Secretaria da Agricultura, a perspectiva de preço em curto prazo não é boa. Em algumas regiões produtoras ainda tem muita batata para ser colhida e ofertada no mercado.

Na primeira safra deste ano, o Brasil deverá produzir 1.484.576 toneladas, em uma área de 80.000 hectares. Esta produção é 13% superior à da safra passada. No Paraná, 85% da produção prevista já foi colhida e comercializada.


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