Praga compromete qualidade do látex
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Agronegócio

Praga compromete qualidade do látex

Projeto cria clones que são resistentes à broca da seringueira
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Projeto cria clones que são resistentes à broca da seringueira

Opesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Eliazel Vieira Rondon, desenvolveu um projeto para o combate da broca da seringueira (Tapuruia felisbertoi), onde são recomendados clones resistentes a essa praga. Tamanha é a importância do projeto que virou tese de mestrado com o monitoramento de 20 clones, sendo 13 brasileiros e sete clones orientais, para controlar a infestação da praga nos seringais. A doença apareceu em 2008, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), onde causou grandes prejuízos com a redução na produção de látex e diminuição da área de exploração da planta.


Segundo o pesquisador, a praga da seringueira causa preocupação em função da falta de literatura existente no país. Isso porque ela submete a planta à sangria precoce, o que a torna vulnerável ao ataque de doenças. Ele explica que as larvas raspam a árvore e, ao penetrar na casca, atingem os vasos laticíferos provocando perda
de látex, destruição da casca e comprometendo sangrias futuras. Os insetos adultos emergem no período chuvoso e após o acasalamento a fêmea deposita os ovos na casca da seringueira e morre.

O inseto Tapuruia Felisbertoi, que possui de 10,5 a 18 mm de comprimento, tem a seringueira como a única espécie de planta hospedeira. A praga foi encontrada pela primeira vez no município de Belterra (PA), e atualmente já foi localizada em Goiás. Para combatê-lo, além da utilização dos clones resistentes e aplicação de inseticidas, é importante ter um manejo adequado com adubação da capina roçada, não deixar resto de desbrota e fazer a aplicação de inseticidas.


O inseto também foi encontrado nos municípios de Juína, Rosário Oeste e São José do Rio Claro. Segundo o pesquisador, para acompanhar o comportamento da broca foram instalados experimentos no Centro de Pesquisa da Empaer, em Sinop. A partir dos estudos se constatou que o clone RRIM 725 foi o que teve maior infestação de insetos, seguindo dos clones IAN 2878, IAN 6721, IAN 2903 e outros. Os clones que estão sendo indicados para plantio e não foram atacados pela broca são: FX 3864, FX 3988, IAN 2878, IAN 6721, IAN 2903, DT1 PB 235 e RRIM 600 (o mais plantado no Estado).

De acordo com com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso tem uma produção de 27 mil toneladas de borracha por ano e uma área de 46 mil hectares de seringueira, estando classificado em terceiro lugar no ranking nacional em área plantada. A indústria de pneumáticos consome aproximadamente 80% da borracha produzida, imprescindível na fabricação pneu, câmara de ar, luvas cirúrgicas e outros. O Brasil produz apenas 1% e importa 64% dos países asiáticos.


A seringueira é uma árvore da família das Euphorbiaceae (Hevea brasiliensis) de folhas compostas, flores pequeninas e reunidas em amplas panículas, cuja madeira é branca e leve, e de cujo látex se fabrica a borracha. Seu fruto encontra-se em uma grande cápsula com sementes ricas em óleo, que pode servir de matéria-prima para resinas, vernizes e tintas.

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