Preço da carne ainda não diminuiu no RS
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Agronegócio

Preço da carne ainda não diminuiu no RS

O consumidor que foi ao supermercado ontem e esperava encontrar um preço até 8% menor nas carnes provavelmente saiu frustrado
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O consumidor que foi ao supermercado ontem e esperava encontrar um preço até 8% menor nas carnes provavelmente saiu frustrado. Diversos estabelecimentos de Porto Alegre não haviam repassado aos produtos o desconto proveniente da desoneração de impostos federais, conforme a expectativa inicial da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Mas, se as grandes empresas ainda se preparam para efetuar o reajuste nos próximos dias, alguns pequenos comerciantes agiram rápido e anunciaram cortes com valores mais baixos.


A reportagem do Jornal do Comércio percorreu lojas do Nacional e do Zaffari na Capital e, em ambas, não existia sinal de alteração de preços, seja na carne ou nos demais produtos beneficiados pela isenção de PIS, Cofins e IPI. "Os supermercadistas passaram o dia em reuniões com fornecedores, ajustando os detalhes para reduzir os preços no sistema. Na segunda-feira, ninguém sabia de nada, apenas agora que as coisas ficaram mais claras. Mas, a partir desta quarta-feira vai estar tudo perfeito", garante Antônio Ortiz, diretor da Agas. Segundo o dirigente, a partir de hoje também se iniciam os abatimentos em sabonete, pasta de dente, café e açúcar em várias redes.

No caso dos açougues, a situação é diferente. Alguns pontos já praticam a redução de preços desde ontem. Mesmo assim, há quem prefira esperar a movimentação do mercado para conceder descontos maiores. "Entre nós, do pequeno comércio, está todo mundo esperando esta semana para ver o que vai acontecer e aí baixar, principalmente em relação à carne bovina", diz Marcelo Bolinha, proprietário da Casa de Carnes Bolinha. No entanto, o empreendedor deduziu imediatamente os valores praticados no frango (8%) e nos suínos (3%). "O peito de frango teve redução de R$ 1,50 no quilo, enquanto que para os suínos varia de R$ 0,20 a R$ 0,40 o quilo", explica.


No Mercado Público da Capital, já existem bancas de açougueiros anunciando retração nos preços da carne bovina. "Baixamos um pouco em todos os cortes. A redução deve chegar a 6% nos próximos dias", menciona Ivan Konig, proprietário do Costelão do Mercado. Segundo ele, as mudanças serão mais perceptíveis nos cortes mais caros, como picanha e filé mignon, cuja economia pode ultrapassar os R$ 4,00 o quilo. "Estamos refazendo tabelas e revendo os custos. No final do mês, vai ter um reflexo grande na hora de fechar as contas. Esperamos aumentar as vendas em 20%", aposta Konig.

Os consumidores, porém, divergem sobre o impacto imediato dos descontos. "Não vi diferença nenhuma nos preços de hoje (ontem), continuam iguais", constata a pintora Giane Lemes, que, na terça-feira, comprou dois quilos de agulha. Já a aposentada Camila Castro, que adquiriu guisado e bife de fígado, notou algumas modificações. Ela se mostra otimista com o anúncio da queda dos preços dos itens da cesta básica. "Agora vai dar até para comprar um filezinho", acredita.

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