Preço da carne recua e gera deflação em alimentação

Agronegócio

Preço da carne recua e gera deflação em alimentação

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O grupo Alimentação voltou a apontar deflação, apesar do encarecimento de produtos "in natura" por causa das chuvas.

Segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP), os preços dos alimentos registraram queda média de 0,13% no município de São Paulo na primeira quadrissemana de fevereiro --período de 30 dias até 7/02--, maior retração desde a mesma época de dezembro último.

Esse recuo foi influenciado, principalmente, pela retração nos preços de produtos semi-elaborados, como carnes suínas, bovinas e de frango, que estão em período de abate.

O frango, por exemplo, registrou queda de 6,46% nos últimos 30 dias e foi o item individual que mais contribuiu com a desaceleração do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) na primeira quadrissemana deste mês.

O IPC-Fipe ficou em 0,52%, contra 0,68% em igual período do mês passado e 0,56% no fechamento de janeiro.

Mas, enquanto os semi-elaborados apontam deflação, os "in-natura" continuam subindo. Passaram de uma alta de 0,76% para 2,06% desde o encerramento de janeiro.

Os aumentos mais expressivos foram verificados no chuchu (+32,05%), na abobrinha (+27,19%), na beterraba (+25,02%) e na batata (+13,49%).

Combustíveis, após os aumentos anunciados no final de 2004, já começam a inverter a tendência e apontam quedas, em razão da competição entre os postos.

Na média, a gasolina recuou 0,45% nos últimos 30 dias em São Paulo e o álcool combustível caiu 1,85%.

Previsões

O coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, manteve hoje sua estimativa de inflação em torno de 0,4% neste mês, caso não ocorram aumentos nas passagens de ônibus urbano.

Segundo ele, os principais impactos em fevereiro virão de licenciamentos de veículos, IPTU, taxa do lixo e do reajuste promovido nas tarifas de metrô e de ônibus intermunicipal em janeiro.

Já Educação, apesar de haver ainda forte pressão dos reajustes das mensalidades escolares, deve reduzir o ritmo de alta até o final do mês.

"O impacto das altas das mensalidades vai ser diluído ao longo do mês até zerar no fechamento de fevereiro", disse Picchetti.

Nos últimos 30 dias, os itens que mais contribuíram com a inflação foram os reajustes do metrô, do ônibus intermunicipal, e das mensalidades no ensino superior e fundamental.


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