MERCADO FÍSICO

Preço da soja está em declínio: Hora de vender

Recomenda Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica
Por: -Leonardo Gottems
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As cotações da soja tiveram na terça-feira (20.03) mais um dia de quedas no mercado físico brasileiro, ainda reflexos das desvalorizações da Bolsa de Chicago (CBOT) no dia anterior. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em média os preços desceram 0,71% nos portos e 0,48% no interior do País.

O analista da T&F Luiz Fernando Pacheco ressalta que os gráficos do Cepea mostram que os preços da soja, tanto para exportação como para o mercado interno, estão em declínio em relação ao que já estiveram há 10 dias. “Este fato, somado aos excelentes lucros líquidos entre 30% e 40% nos estados do SC, PR e SP, entre 20% e 30% obtidos no RS, MG, MA e entre 15% e 20% nos demais estados deveria ser suficiente para os agricultores aproveitarem para garantir o ressarcimento de boa parte dos seus custos de produção”, aponta. 

“Mas, e se subir mais? Deixa subir. Você terá mais lotes para vender se e quando subir (nada garante que voltem a subir). Lembre-se que sua obrigação não é vender tudo no pico dos preços do ano. Muita gente perdeu dinheiro fazendo isto, como em 2016. Sua obrigação é ter lucro, e ele já está na mão. Então aproveite o momento atual e garante seus custos”, recomenda o consultor.
 
De acordo com ele, não se deve especular com o dinheiro da sobrevivência da lavoura e da família. “Se quiser especular, faça com o que restar depois de pagas todas as dívidas e reservar algum para a compra de sementes e adubos da próxima safra. Se sobrar alguma coisa, aí você pode procurar um bom analista de mercado e tentar especular”, conclui. 

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