Preço da soja vai seguir alto

Imagem: Divulgação

MERCADO BRASIL

Preço da soja vai seguir alto

Os pontos essenciais que afetam o mercado da soja no Brasil são as relações EUA/China
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (15.05) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação descendo 0,38% nos portos, para R$ 115,83/saca (contra R$ 116,27/saca do dia anterior). Com isto o ganho acumulado nos portos neste mês ficou em 11,83%.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, os preços da soja “se manterão elevados, embora altas maiores dependam mais de fatores externos ou do clima. No Rio Grande do Sul, porém, os preços com certeza se manterão próximos ou um pouco acima dos R$ 110,00/saca no interior diante da quebra da safra, que está provocando a importação de outros estados”.

“Os pontos essenciais que afetam o mercado da soja no Brasil são as relações EUA-China, de um lado e o andamento da economia brasileira e mundial, de outro, que vai afetar o dólar, principal fator de formação de preço no Brasil de hoje. Os preços da soja brasileira permaneceram competitivos na China”, acrescentam os analistas.

Com relação ao Dólar, diz a T&F, manteve-se uma tendência de alta durante a semana e se acercou perigosamente de R$ 6,00, devendo atingir esse patamar na próxima semana. Isso porque os fortes problemas que assolam a economia mundial, com grossos respingos sobre a economia brasileira, também afetada pelos ruídos internos, não deverão cessar a curto prazo. 

Segundo a Consultoria ARC Mercosul, após as altas cambiais observadas, o Banco Central do Brasil despejou alguns bilhões de Dólares em leilões de swaps na tentativa de controle da volatilidade do Real. Mesmo assim, “o movimento de desvalorização da moeda doméstica ganhou forças, voltando a operar em altas. A ARC ainda vê a possibilidade de novas altas no Dólar frente ao Real nestas próximas semanas, o que combinado com exportações aceleradas da soja até o fim de Maio, sustentará preços em alta para a oleaginosa”.


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