Preço do frete em MT poderá subir 30% nos próximos 5 meses, diz Imea
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Agronegócio

Preço do frete em MT poderá subir 30% nos próximos 5 meses, diz Imea

O gasto com o serviço sofreu majoração de 40% desde junho deste ano
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O gasto com o serviço sofreu majoração de 40% desde junho deste ano

O preço do frete em Mato Grosso pode ter um novo aumento nos próximos meses. O custo do transporte da produção, que já havia sofrido um alta de 40% de junho a setembro deste ano, poderá ser maior até março de 2013.

Em Sorriso, por exemplo, os agricultores que pagaram R$ 165 a tonelada para levar a produção até o Porto de Paranaguá estão gastando atualmente algo em torno de R$ 230 a tonelada. "No entanto, nos novos contratos já é destacado um preço de R$ 300 a tonelada", conta o analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleber Noronha.

Ele explica que desde junho deste ano, quando começou a colheita do milho, o preço do frete passou a sofrer aumentos. A legislação que definiu uma nova carga horária de trabalho para os caminhoneiros do estado contribuiu para este cenário. "A grande produção do milho e soja também influenciaram a valorização do frente. Isso porque, com a grande oferta de grãos, a procura por caminhões ficou restrita", explica Noronha.

O analista complementa que a alta no preço do frete reflete nas duas pontas da cadeia do grão, ou seja, produtor e consumidor final. "O intermediario repassa os custos. Esta situação irá impactar no preço dos grãos e das carnes, já que o milho e a soja são considerados os principais insumos para os criadores de aves, suínos e bovinos.

O produtor de grão de Sorriso, Elso Pozzobon, ressalta que o preço do frete impacta diretamente no preço dos grãos produzidos e nos insumos utilizados no plantio da soja e do milho. Ele lembra que no início do ano chegou a pagar R$ 65 a toneladas para trazer o produtor da Serra da Petrovina, distante cerca de 65 km de Rondonópolis (MT), e que atualmente está gastando R$ 120 a toneladas. "O preço dos adubos também subiram. Antes custava US$ 480 a toneladas e agora está valendo US$ 580 a tonelada", reclama o agricultor.

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