Preço do fumo fica sem definição


Agronegócio

Preço do fumo fica sem definição

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Fumageiras ofereceram 23% de reajuste, ontem, em Florianópolis. Fumicultor não abre mão de 30%.

Contrariando as expectativas, as Federações dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) dos estados do Sul, Afubra e Sindifumo encerraram as negociações ontem, em Florianópolis (SC), sem chegar a um consenso sobre o reajuste do preço do fumo. O fato vai contra uma tradição de anos no setor. As indústrias avançaram na proposta de 23% para 26%, mas os fumicultores não abriram mão dos 30% sobre o preço em 2002.

A partir de agora, as entidades representativas dos agricultores irão negociar direta e individualmente com as empresas. Embora não revele nomes, o presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, garante que algumas indústrias já teriam sinalizado disposição de chegar mais próximo do índice reivindicado. Miranda reconhece que os 3% conseguidos nessa última rodada representam cerca de R$ 70 milhões a mais no bolso dos 176 mil trabalhadores rurais de RS, SC e PR ao final da safra. Os produtores não conseguiram a eliminação da correção dos financiamentos de custeio obtidos junto às indústrias, mas garantiram juros máximos de 8,75% ao ano, acabando com o sistema de troca de crédito por produto. A prática era utilizada a mais de uma década, de acordo com o presidente do Sindifumo, Cláudio Henn. Permanecerá ainda em vigor o pagamento pelo fumo entregue nas indústrias em quatro dias, o dobro do que exigia o setor primário.

Henn garantiu que as invasões do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ao Sindifumo, em Santa Cruz, e à indústria Dimon do Brasil, em Venâncio Aires, ocorridas nesta semana, não prejudicaram a negociação. Ele confessou que havia expectativa da indústria de fechar um índice coletivo no encontro de ontem. A indústria irá pagar a diferença de todo o produto entregue até agora. A expectativa é de uma produção nacional de 635 mil toneladas devido à quebra estimada em 30%.


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