Preço do gado está sofrendo queda no Nortão de Mato Grosso

Agronegócio

Preço do gado está sofrendo queda no Nortão de Mato Grosso

Os criadores de gado de todo o Estado estão sentindo no bolso a desvalorização do preço da carne bovina
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Os criadores de gado de todo o Estado estão sentindo no bolso a desvalorização do preço da carne bovina. O maior problema da crise tem sido a baixa do dólar que influência diretamente na exportação do gado. Há cerca de 2 anos quando o dólar valia US$ 3,7 a arroba bovina era comercializada a US$ 22,5 ou R$ 81. Hoje está em média R$ 60.

Além da baixa do dólar, existe a questão do embargo da carne, que foi realizado pela Rússia, no início do ano, por causa de um foco de febre aftosa no Amazonas. “A exportação para a Rússia já foi retomada, mas acredito que o setor levará cerca de 2 anos para recuperar os preços, que caíram por causa da crise”, disse ao Só Notícias, o empresário do setor agropecuário e diretor da Acrinorte (Associação do Criadores do Norte de Mato Grosso), Edson Cavichiolli.

Edson acredita também que a política sanitária e a comercialização de outras carnes auxiliam na desvalorização da carne bovina. “Com o crescimento da criação e comercialização de aves, suínos e peixes, o mercado bovino ficou muito restrito. Essa história dos sanitaristas afirmarem que a carne de boi é prejudicial à saúde, que causa colesterol, enfim que não é benéfica, desvaloriza o comércio”, ressaltou.

Outro ponto é o aumento do custo de produção, como sal mineral, arame e funcionários que cresceu 45% nos últimos dois anos. Um representante comercial de um frigorífico de Sinop, afirma que o mercado está em baixa, mas espera melhoras a partir de abril.

Só Notícias, apurou ainda que a preferência de outros países é pela carne de países de 1º mundo como Estados Unidos, Argentina e Austrália, por confiarem mais na política sanitária deles. Hoje o Brasil exporta cerca de 1,212 milhão toneladas de carne, o equivalente à US$ 975 milhões, ou R$ 2,630 bilhões. Já os Estados Unidos exporta menos e recebe mais. 975 milhões de toneladas saem do país, que recebe em troca aproximadamente US$ 3 bilhões, ou R$ 8,1 bilhões.


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