Preço do leite desacelerou em agosto

Agronegócio

Preço do leite desacelerou em agosto

A alta no preço do leite desacelerou no fechamento de agosto, tomando como base os 30 dias encerrados no dia 22 do mesmo mês
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A alta no preço do leite desacelerou no fechamento de agosto, tomando como base os 30 dias encerrados no dia 22 do mesmo mês. O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira (03-09) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a inflação do produto passou de 8,04% para 5,15%, o que representa queda de 2,89 pontos percentuais. Esse ritmo revela que os encarecimentos do produto ainda persistem, mas são menos intensos.

O dado vem poucos dias depois de pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostrar que, apesar de diminuir o número de agentes de mercado que esperam novos aumentos no preço do leite neste mês, o total ainda é maior do que aqueles que prevêem barateamentos: 61% dos entrevistados acreditam que haverá novos acréscimos em setembro, contra proporção de 95% registrada no levantamento anterior. Para outros 38%, os preços vão se manter, enquanto apenas 1% aposta em queda.

Entressafra

O produto está mais caro, pressionado pelo período de entressafra: com menos chuva, cresce menos pasto, o gado se alimenta menos e, portanto, produz menos. Além disso, a demanda no mercado externo aumentou: no ano passado, foram vendidos 528 milhões de litros. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões. Na avaliação da Comissão de Pecuária de Leite, o preço da bebida cairá apenas em outubro.

Derivados

Por outro lado, dados do IPC-S mostram que o consumidor pagou a mais por dois derivados do leite: o queijo mussarela, que passou de 7,95% para 8,74%; e o leite em pó, cuja valorização foi de 8,56% para 9,89%.

A análise do Cepea explica um pouco esse cenário. Conforme pesquisa, a mussarela foi o produto que mais subiu em julho (3,63%), passando de R$ 9,91 o quilo para R$ 10,27 o quilo. O leite em pó, por sua vez, foi o produto mais exportado pelo Brasil, correspondendo a 52% da receita de julho (US$ 13,1 milhões).


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