Preço do leite deve cair 6%, indica projeção

Agronegócio

Preço do leite deve cair 6%, indica projeção

Na cadeia da produção, valor por litro em agosto deverá ser nove centavos mais barato do que em julho
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O preço de referência do leite deve cair 6,15% em relação a julho, depois de ter tido um aumento recorde no mês passado, de 11,15%. A projeção foi anunciada nesta terça-feira pelo Conseleite. A cadeia produtiva recebe a notícia com um clima de frustração, enquanto que, para a indústria, a redução no preço sinaliza a retomada da produção dos tambos gaúchos. Os dados projetam o valor para agosto de R$ 1,2391 por litro. O consolidado de julho ficou em R$ 1,3203.

O assessor de Política Agrícola da Fetag, Márcio Roberto Langer, diz que a queda no preço é “preocupante” porque entre julho e agosto o produtor investiu mais em ração e adubação das pastagens. “Queríamos elevar a produção para dar resposta ao mercado. De repente, não deveríamos ter nos animado tanto”, avaliou Langer. Ele acredita que o produtor não terá prejuízos com essa retração, mas também não alcançará os resultados esperados. “Esperamos que essa queda não se acentue, até porque o investimento feito agora terá que ser pago até setembro. Esses altos e baixos são extremamente complicados para a vida do produtor”, acrescenta.

Tendência de estabilização no supermercado

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diz que a queda no valor é ruim para a indústria e para o produtor, porque “ambas fazem parte do mesmo processo”. “Mas sabemos que isso é natural, porque agosto e setembro são os meses de pico de produção”, diz Guerra, ao complementar que o Sindilat irá monitorar os dados de importação para que o ingresso do produto não prejudique mais o setor.

Na prateleira dos supermercados, o preço médio do litro de leite é de R$ 3,68, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Para o coordenador da comissão do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, os preços nos supermercados não refletem a realidade. “A partir de agora a tendência é de estabilização, porque estamos vivendo um realinhamento dos preços”, cita.

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