Preço do mamão reage,mas ainda fica abaixo dos custos

Agronegócio

Preço do mamão reage,mas ainda fica abaixo dos custos

Com menor oferta, Havaí valoriza em todas as regiões
Por:
1952 acessos

Com menor oferta, Havaí valoriza em todas as regiões

A menor oferta de mamão havaí em todas as praças produtoras do País impulsionou as cotações em meados de março, conforme o esperado por agentes. O início do período de “pescoço”, principalmente nas lavouras do Espírito Santo e da Bahia, e as temperaturas um pouco mais baixas foram os principais fatores para a redução na disponibilidade da fruta. Além disso, as chuvas entre o final de fevereiro e o fim de março controlaram a maturação do mamão e dificultaram a colheita em muitas lavouras, tornando a oferta cada vez mais limitada. Quanto aos preços, apesar da reação, ainda estão abaixo do valor mínimo estimado por produtores para cobrir os gastos com a cultura, cenário que é observado desde setembro/10. A média do preço do havaí no Espírito
Santo foi de R$ 0,29/kg no mês passado, valor 27% abaixo do mínimo, estimado em R$ 0,37/ kg em março. No sul da Bahia, a média de preços em março foi de R$ 0,23/kg, alta de 22% em relação à de fevereiro, mas ainda 42% abaixo do valor mínimo estimado por produtores para cobrir os gastos com a cultura. A expectativa é de que as cotações continuem subindo gradualmente, visto que a oferta de mamão deve ficar controlada até pelo menos o início de maio. A partir daí, com a proximidade do inverno, as temperaturas mais amenas devem reduzir ainda mais a oferta, o que pode elevar os preços. A disponibilidade de Havaí só deve aumentar novamente no final do inverno.

Chuva retorna, mas o excesso preocupa

A partir do final de fevereiro, voltou a chover na maior parte das regiões produtoras de mamão, após quase todo o mês sem registro de precipitações. No Espírito Santo, a ausência de água vinha prejudicando a produção, e o nível dos reservatórios estava abaixo do normal. Por outro lado, o excesso de chuva observado no correr de março em todas as regiões produtoras (Espírito Santo, sul e oeste da Bahia, norte de Minas Gerais e Rio Grande do Norte) pode prejudicar a qualidade do mamão que deverá ser ofertado em abril, visto que o clima quente e úmido leva à ocorrência de doenças. Como as pulverizações que ocorriam normalmente a cada 15 dias foram intensificadas para duas vezes por semana, essas doenças, principalmente a antracnose e a pinta-preta, foram controladas e só poderão causar prejuízos se as chuvas atrapalharem o ritmo de aplicação de defensivos. Segundo dados da Somar Meteorologia, a previsão é de chuvas nas regiões Sudeste e Nordeste no início de abril. Assim, produtores devem redobrar a atenção quanto à incidência de doenças fúngicas nas praças produtoras dessas regiões.

Exportações diminuem em fevereiro

Em fevereiro, o Brasil exportou 2,26 mil toneladas de mamão, baixa de 4% em relação a janeiro, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A queda no volume exportado é atribuída à menor oferta verificada em fevereiro em comparação com o mês anterior. Contudo, em relação a fevereiro de 2010, a quantidade de mamão exportada foi 8,7% maior. Isso porque, no início do ano passado, a oferta nacional de mamão estava menor que a observada no começo de 2011, devido à forte estiagem no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia entre o final de 2009 e início de 2010, que prejudicou a produção naquele período.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink