Preço do tomate segue em alta desde 2021, diz boletim
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Imagem: Eliza Maliszewski
LEVANTAMENTO

Preço do tomate segue em alta desde 2021, diz boletim

A alta é causada tanto pela redução na oferta – acumulada em quase 10% em 2022 – quanto pela alta sazonal da fase de transição de safras
Por: -Aline Merladete

O tomate mantém um movimento de preços ascendente desde os últimos meses de 2021. A alta é causada tanto pela redução na oferta – acumulada em quase 10% em 2022 – quanto pela alta sazonal da fase de transição de safras. Apenas em março os preços subiram 27,19%. Abril segue a tendência inflacionária, uma vez que a oferta da safra de inverno ainda não é suficiente para compensar os aumentos verificados até o momento. Para a cenoura, a redução na oferta chega a 30% na comparação com março do ano anterior. Este cenário pressiona uma alta histórica de preços, com inflação de 75,75% em fevereiro e de 22,08%  em março. A tendência é que a alta se mantenha em abril, com possíveis quedas no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

O Boletim Prohort, divulgado pela Conab, trouxe a tradicional análise da comercialização de frutas e hortaliças. Alface e batata apresentaram estabilidade de preços, com movimentos intercalados de alta e baixa em patamar elevado. Para abril, a tendência é de leve queda para a alface e de alta para a batata. Todavia, o movimento preponderante foi de aumento dos preços na maioria das Centrais de Abastecimento. No caso da cebola, a tendência de alta se mantém desde o final de 2021, visto que, apesar do cenário positivo para os importadores, ainda não foi identificado impacto na redução dos preços. Espera-se que os preços comecem a dar sinais de queda a partir de abril, mas em pouca escala.

Já em relação as frutas, aumento de preços para melancia, maçã e mamão, com tendência moderada para aquela e um maior número de registros de aumento para as duas últimas. No caso da melancia, foi observado um pequeno aumento da oferta, especialmente em Goiás, mas ainda sem impacto significativo na queda de preços. 

Já para maçã e mamão, foram observadas pequenas elevações de preços na maioria dos mercados atacadistas. Para a maçã, foi registrado aumento da oferta, porém controlada pelas classificadoras de qualidade. Em abril, a tendência é de leve alta, porém sem um comportamento uniforme nas centrais de Abastecimento. Quanto ao mamão, observa-se um cenário de pouca oferta e elevação dos preços, principalmente do papaya. Em abril, a tendência é de estabilidade nos patamares atuais, com uma recuperação mais demorada em razão dos altos custos de recuperação e implantação da safra.

Preços estáveis para banana e laranja em razão do aumento na oferta. A produção de banana irrigada do vale do São Francisco e o início da safra da banana nanica nas Regiões Sul e Sudeste são fundamentais para o resultado. Observa-se tendência de queda nos preços em quase todas as Ceasas e previsão de clima favorável para o próximo período. 

Exportações – Em março de 2022, o acumulado das exportações brasileiras de frutas foram superiores aos envios no mesmo período do ano anterior – tanto em volume quanto em receita. Foram exportadas 257,72 mil toneladas de frutas, volume 2,14% maior que no mesmo período de 2021. O faturamento destas operações alcançou US$ 224,29 milhões, resultado 0,95% acima do computado em março de 2021.

as informações são da Conab.


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