Preço não se sustenta e soja volta a cair no Brasil

MERCADO FÍSICO

Preço não se sustenta e soja volta a cair no Brasil

Volumes disponíveis para exportação estão muito escassos e preços das Tradings não estimulam
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (19.12) com preços da soja recuando 0,04% nos portos e 0,98% no interior. O movimento é resultado da queda de 0,73% na cotação do dólar, combinada com a baixa de 0,84% na cotação da soja em Chicago. 

Os prêmios nos portos brasileiros também recuaram em média 11cents/bushel nesta quarta-feira, por falta de ofertas novas. “Os volumes disponíveis para exportação estão muito escassos e os preços que as Tradings podem oferecer não estimulam as ofertas dos vendedores, de modo que o mercado de exportação está bem travado no país”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica.

Já no mercado interno, o especialista destaca que a maior parte das regiões apresenta preços negativos para o farelo e o óleo, de modo que as indústrias também não podem oferecer preços satisfatórios aos produtores. O único elemento positivo que existe a curto prazo são os problemas climáticos que estão ocorrendo no PR e no MS, como está relatado abaixo.

“O mercado até ensaia uma alta, mas não consegue romper a linha de resistência que há no gráfico e volta a cair”, ressalta o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco.

CLIMA

“Clientes da ARC nos alertam sobre o agravamento da falta de chuvas sobre o Centro-Oeste do Brasil e leste do Paraguai. Relatos indicam estiagens entre 10-25 dias, onde a soja-verão tem sido a principal prejudicada. Ainda não há motivos para uma generalização dos casos de perdas por seca, reduzindo as estimativas de produção nacional, hoje em 121,8 MT para a soja 2018/19”, aponta relatório da Consultoria AgResource. 

“Além do mais, novas rodadas de precipitações voltam pelo Centro do Brasil, na semana entre Natal e Ano Novo, com totais projetados num raio de 20-50mm acumulados. A macrorregião do MATOPIBA, que passa pelo mesmo período de estiagens, ainda não sofre com a falta de umidade no solo de maneira abrangente. Além de que a mesma rodada de chuvas entre 24 e 30 de dezembro também são projetadas para regar o oeste da Bahia, centro-sul do Tocantins e sul do Piauí”, conclui a AgResource.

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