Preços agropecuários aumentam 0,76% na terceira quadrissemana de dezembro


Agronegócio

Preços agropecuários aumentam 0,76% na terceira quadrissemana de dezembro

Feijão e laranja tiveram as maiores altas
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O IqPR - Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista registrou aumento de 0,76% na terceira quadrissemana de dezembro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola - IEA / Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os produtos que registraram as maiores altas foram: feijão (12,94%), laranja para indústria (11,80%), carne suína (10,23%), carne de frango (5,54%) e ovos (5,52%).

No feijão, o atraso do plantio da safra das águas por fenômenos climáticos criou escassez conjuntural, levando a preços ascendentes cuja expectativa de reversão depende dos volumes e do momento em que efetivamente iniciar a oferta da safra das águas, explicam os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves, autores do artigo.

O final da colheita e o aumento do consumo interno para sucos caseiros levaram os preços internos da laranja, além de que os contratos em dólar levaram que a desvalorização cambial fosse repassada aos preços recebidos.

Nas carnes (bovina, suína e de aves), a proximidade das festas de final ano e a maior demanda interna de final do ano leva a este cenário de majoração dos preços, onde o consumidor final acaba percebendo um aumento maior do que efetivamente o recebido pelos produtores. Especificamente para a carne bovina, a ampliação das escalas de abate na última semana contribuiu para o arrefecimento desta tendência de alta.

A antecipação dos descartes de aves com o intuito de se reduzir os custos com ração diminuiu a oferta de ovos desde o início de dezembro, elevando os preços recebidos pelos granjeiros.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços foram: batata (46,22%), tomate para mesa (27,84%), trigo (4,68%), milho (4,13%) e soja (2,56%).

Na batata, a entrada de maior quantidade de produto reduziu os preços recebidos pelos seus produtores, mesmo fato que explica a reversão da trajetória dos preços do tomate de mesa. Ambas solanáceas, que configuram produto final perecível e, por isso mesmo, com preços com acirrada amplitude de variação conjuntural, em função da oferta de curto prazo, levam à gangorra de preços.

Para os triticultores, a anulação de recentes leilões do Programa de Escoamento da Produção (PEP) do governo federal manteve altos seus estoques (como acontece na maioria dos grandes produtores mundiais), reforçando a tendência baixista do preço do trigo.

Na soja e no milho, o recuo dos preços internacionais passou a refletir nos preços internos, numa conjuntura de câmbio com certa normalidade cuja desvalorização recente não impactou os contratos.

No período analisado, 10 produtos apresentaram alta de preços (6 origem vegetal e 4 de origem animal) e 10 apresentaram queda (8 vegetal e 2 animal).

A íntegra da análise está disponível em www.iea.sp.gov.br.

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