Preços baixos e insumos caros devem refletir na produtividade da safra 2009
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Agronegócio

Preços baixos e insumos caros devem refletir na produtividade da safra 2009

O problema é que com os preços baixos e custos elevados da safra as contas de muitos produtores não vão fechar
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A queda no preço dos produtos agrícolas em contraste com os custos de produção, principalmente dos fertilizantes, pode fazer com que o produtor rural invista menos na safra de verão. Se isso ocorrer, esse comportamento deverá refletir na produtividade da safra 2008/2009, que começa a ser plantada até o fim do mês.

“O produtor descapitalizado fatalmente vai utilizar menos fertilizantes, sementes de padrão inferior e investir menos em tecnologia e isso obviamente afeta a produtividade”, analisa o chefe regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Ericson Camargo Chandoha. Ele lembra, porém, que as mais recentes medidas do governo federal amenizam esse problema. “O produtor tem a disponibilidade do EGF (Empréstimo) e AGF (Aquisições) do governo federal e o próprio leilão da Conab. O governo tem feito a parte dele”, contemporiza.

O problema é que com os preços baixos e custos elevados da safra as contas de muitos produtores não vão fechar. E isso pode interferir no crédito colocado à disposição pelo governo devido a dívidas anteriores. Essa preocupação foi manifestada pelo produtor de Campo Mourão Carlos César Nespolo, em recente reportagem veiculada pelo jornal Folha de São Paulo. "Muita gente, se vender tudo não paga as dívidas", disse ele, ao prever maior dificuldade para obtenção de crédito.

Na mesma reportagem, José Pitoli, associado de uma cooperativa mourãoense, diz que “alguém vai acabar pagando a conta, que deveria ser mandada para os fundos de investimentos que participaram do mercado de commodities agrícolas".

Safra de verão - Mesmo assim, pelas estimativas dos órgãos que dão assistência à agricultura do país, a safra de verão vai crescer. “O produtor não tem como deixar de plantar”, observa Chandoha. Segundo ele, na região deverá ser mantida a média da área de milho (60 mil hectares). Quanto a soja, a previsão é que a área plantada vai aumentar em pelo menos 10 mil hectares.

Chandoha destaca que a região tem uma das maiores produtividades de grãos do Estado. De acordo com a Conab, o Paraná encabeça o ranking de produtores de grãos do país (21,1%), seguido do Mato Grosso. “A produção de milho, soja e trigo na região estão sempre acima da média do Estado. Este ano, mesmo com uma quebra na soja, ainda estamos na vanguarda”, afirmou.

De acordo com o presidente da Conab, Wagner Rossi, o panorama de crescimento consolida o agronegócio como um dos principais protagonistas da economia brasileira.

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