Preços do algodão em queda deixam produtores do Cerrado em alerta
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Agronegócio

Preços do algodão em queda deixam produtores do Cerrado em alerta

Valores da pluma estão próximos do preço mínimo oficial
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Neste início de segundo semestre, período que antecede o plantio da safra principal, as três grandes culturas do Cerrado brasileiro, soja, milho e algodão, se caracterizam por quedas de preços. Levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apontam que o ânimo do produtor desta grande região, em linhas gerais, é moderado para a próxima safra e ainda haveria tempo para algum ajuste nas decisões de plantio.

A colheita de algodão avança em muitas regiões do Cerrado, e os valores da pluma estão próximos do preço mínimo oficial. 
 
Algodão – Levantamentos do Cepea mostram que produtores têm destinado os primeiros lotes de algodão da safra 2013/14 ao cumprimento de contratos, enquanto compradores postergam as aquisições à espera de novas quedas nos preços com o avanço da colheita e do beneficiamento do algodão. De acordo com dados divulgados no início deste mês pela Conab, a safra 2013/14 deve totalizar 1,7 milhão de toneladas, 29,5% superior à anterior. Com as recentes baixas, os preços médios regionais estão próximos do mínimo determinado pelo governo para esta safra, de R$ 54,90 por 15 quilos de pluma. 

De acordo com dados do Cepea, na parcial de julho (até o dia 15), os valores médios em Lucas do Rio Verde e em Campo Novo do Parecis (MT) estiveram apenas 4,2% superiores ao mínimo governamental. Na parte sul e sudeste do estado mato-grossense, os valores superaram em 6% o mínimo. Em Barreiras (BA), o preço está 6,6% acima do preço mínimo, em Chapadão do Céu (GO), 7%, e em Chapadão do Sul (MS), 7,4%. Se o ritmo de queda permanecer, a expectativa do mercado é que o governo intervenha na comercialização de algodão do Brasil.

No mercado internacional, as cotações da pluma também têm caído com força. O menor interesse por parte da China e a expectativa de maior oferta no Brasil e nos Estados Unidos explicam o cenário baixista. Além disso, os estoques norte-americanos ainda são considerados satisfatórios, enquanto a demanda internacional segue retraída. 



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