Preços do leite ainda resistem a aumento da produção

Agronegócio

Preços do leite ainda resistem a aumento da produção

O preço bruto do leite ao produtor em agosto teve ligeiro aumento de 0,32% sobre o pagamento de julho
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A produção de leite aumentou 2,4% em julho, segundo o Índice de Captação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O volume extra em relação à oferta de junho, no entanto, não pressionou as cotações na média geral das regiões acompanhadas pelo Centro. O preço bruto do leite ao produtor em agosto – produto entregue em julho – foi de R$ 0,7743/litro na média de sete estados pesquisados pelo Cepea (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA). Esse valor representa ligeiro aumento de 0,32% sobre o pagamento de julho. Nos três meses anteriores, houve reajustes de 6%, 7% e 9% respectivamente.

Para o próximo mês, 73% dos compradores de leite, que representam 76% do volume total captado pelas empresas que compõem a amostra do Cepea, acreditam que os preços ao produtor cairão, sinalizando que o “pico” de preços deste ano teria passado.

Pesquisadores do Cepea explicam que dois fundamentos principais justificam a expectativa de baixa dos compradores – a propósito, são os mesmos que deram sustentação aos aumentos recentes. Um é o volume de leite produzido e o outro, o comportamento dos derivados no mercado atacadista.

Pelo lado produção, é normal haver retomada do volume nesta época do ano devido à suplementação que continua sendo oferecida ao rebanho da região Centro-Sul e também pelo fato de a produção gaúcha ser favorecida nesta época pelas pastagens de inverno. A oferta nacional, normalmente, se mantém crescente até dezembro.

Na parcial deste ano, no entanto, o volume captado está 6% menor que o do mesmo período do ano passado. Pesquisadores do Cepea explicam que isso reflete o forte aumento da produção no segundo semestre de 2007 e primeiro de 2008, quando o preço do leite ao produtor e também a relação de troca por alimentos (milho e farelo de soja) estiveram bastante atrativos. Já se a comparação do volume dos sete meses de 2009 for feita com igual período de 2007, constata-se aumento de 14,19%, o que representaria margem de crescimento por volta de 7% ao ano.

Quanto ao segmento de derivados, o preço do UHT, que havia subido muito até junho – chegou a R$ 2,13/litro no atacado, maior preço nominal e deflacionado da série do Cepea iniciada em julho de 2004 – recuou 13,2% em julho, com a média passando para R$ 1,85/litro. Essa tendência de queda dos valores perdura em agosto, conforme levantamentos preliminares.

AGOSTO – Entre os estados da pesquisa do Cepea, somente o Rio Grande do Sul e a Bahia registraram aumentos de preços, mesmo assim inferiores a 2 centavos por litro. Com isso, os preços brutos, sem o desconto do frete e de 2,3% do CESSR, nestes dois estados fecharam em R$ 0,7509/litro e R$ 0,6234/litro, respectivamente.

Ao mesmo tempo, no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, as variações, para cima ou para baixo, foram de até 0,5 centavo/litro. São Paulo continuou com a maior média, de R$ 0,8171/litro.

Em Santa Catarina, o recuo foi de 1,4 centavo/litro, com a cotação média do estado em R$ 0,754/litro. Já para os produtores sul-mato-grossenses, a queda chegou a 4,7 centavos/litro, que resultou num preço médio de R$ 0,6063/litro, tornando-se assim a menor cotação dos nove estados acompanhados pelo Cepea.

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