MERCADO MUNDIAL

Preços do trigo sobem na Rússia

Alta pode determinar preços da Argentina, principal fornecedor do Brasil
Por: -Leonardo Gottems
247 acessos

Segundo relatório da UkrAgroConsult, os preços do trigo na Rússia tiveram um crescimento de US$ 4-7 por tonelada na semana passada. A alta foi impulsionada pela subida do Rublo frente ao Dólar, que aumentou 3,1% na semana. Outro fator de alta foi um leve aumento da demanda entre os importadores.

“Há três anos que a Rússia já tomou o lugar dos EUA como maior exportador mundial de trigo em grão e, com isto, determina os preços internacionais de produto. Vence praticamente todas as licitações dos países do Norte da África e do Oriente Médio, que estão entre os maiores compradores mundiais”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco, da Consultoria Trigo & Farinhas.
 
Por isso, ressalta o especialista, é importante acompanhar o mercado russo, apesar de o Brasil não comprar trigo deste país (nem haver possibilidade disto, porque não preenche as normas sanitárias brasileiras). “Mas, determinam os preços da Argentina (quando concorre no mercado internacional), que por sua vez, afeta o nosso mercado”, explica. 
 
Na média, os preços dos trigos para moagem FOB porto de Novorossiysk fecharam a semana entre US$ 4-7/t mais altos, entre US$ 202-205/t para trigos com 12,5% de proteína e US$ 197-200/t para trigos com 11,5% de proteína, para entrega nos meses de Março-Abril. Os preços para o trigo feed (ração) fecharam a semana entre US$ 188-191/t FOB para entrega entre Fevereiro-Março. Para comparar, os trigos americanos estão ao redor de US$ 255 (hard) e 183 (soft) e o argentino com 12% está cerca de US$ 190/t. 

“Desde o início de 2018 os trigos de alta proteína (12,5% ou mais) foram responsáveis por 95% das exportações russas de trigo, segundo o relatório da UkrAgroConsult.  Ao mesmo tempo, os Traders reportam forte demanda para trigos com 11,5% e trigo feed.  Deve-se destacar que os preços de exportação de trigo russo de alta proteína atingiram seu ponto mais alto desde julho de 2015”, conclui Pacheco. 

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink