Preços recebidos pelo produtor rural têm a maior alta desde 2002

Agronegócio

Preços recebidos pelo produtor rural têm a maior alta desde 2002

O índice de preços recebidos pelos agricultores medido pelo Instituto de Economia Agrícola subiu 5,86% no mês passado
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As más condições climáticas e a alta das commodities internacionais fizeram com que os preços pagos aos produtores agrícolas dessem o maior salto desde 2002. O índice de preços recebidos pelos agricultores (IPR) medido pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) subiu 5,86% no mês passado. Isso significa uma elevação de 4,12 pontos percentuais em relação a fevereiro de 2005. O coordenador da pesquisa do IEA, Nelson Martin, atribui essa forte correção nos preços aos prejuízos provocados pela seca nas regiões Sul e Centro-Sul do País.

O reajuste médio dos preços só não foi maior em março por causa da pressão contrária exercida pela oferta de carnes. A seca também fez com a oferta de bois para abate crescesse, com a conseqüente queda nos preços. Além disso, é grande a oferta de carne de aves por causa da redução do volume de embarques para o exterior. Também o algodão contribuiu para que o índice não fosse ainda mais alto. Nos últimos 12 meses, o preço do produto caiu 33,3%, e no mês passado manteve-se em queda. O produto valeu 3,8% menos no período. O mesmo ocorreu com o amendoim, que neutralizou parte da tendência de alta, sendo vendido por preço 12,5% menor.

Em compensação, vegetais como o tomate e a batata influenciaram fortemente o índice de preços, refletindo as dificuldades climáticas. O preço do tomate aumentou 78,7% em março, e o da batata, 29,4%. A recuperação da oferta desses produtos não deverá ser rápida, diz Martin. No caso da batata, a supersafra do ano passado inibiu o plantio, levando à redução da área plantada.

Em 2005, a variação acumulada do IPR foi de 8,20%, em comparação com 1,55% do IGP-M e 1,63% do IPC-Fipe (estimativa), o que indica ganho para os agricultores.


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