Prefeituras recorrerão à Casa Civil

Agronegócio

Prefeituras recorrerão à Casa Civil

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Pequenos agricultores e lideranças municipais uniram-se para pedir apoio em protestos pelo Interior

Prefeitos e agricultores gaúchos uniram-se em movimento de massa para pedir apoio às regiões atingidas pela estiagem. Depois de encontros com vários ministérios sem o retorno esperado, as lideranças pretendem apelar à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A audiência já foi solicitada. "O governo anunciou pela terceira vez medidas e qual é o resultado? Os agricultores continuam nas ruas. Estamos muito longe das nossas necessidades", avalia o coordenador da Fetraf, Altemir Tortelli, referindo-se ao socorro do governo que, apesar de ter custo de R$ 1,1 bilhão, não atende a todos. Os produtores pedem anistia de dívidas até R$ 10 mil e auxílio de R$ 2,5 mil por família.

O descontentamento foi reforçado, ontem, com manifestações em todo o Estado. De acordo com o presidente da Famurs, Elir Girardi, boa parte das 270 prefeituras em emergência fechou as portas. "Queremos o mesmo apoio dado ao Nordeste", pontuou.

No Noroeste do Estado, 20 prefeituras interromperam atividades. Em Santa Rosa, 400 servidores participaram de palestras. Em Tuparendi, funcionários tiveram reunião. Mil agricultores levaram 80 tratores ao Banco do Brasil como proposta para quitar dívidas acumuladas.

Em Erechim, 500 agricultores protestaram em frente às agências e interromperam parte da avenida 7 de Setembro por três horas. O bloqueio aos bancos também reuniu centenas de pessoas em Frederico Westphalen.

Em Barra do Quaraí, servidores e cem produtores pararam o tráfego na BR 472 por duas horas. No Vale do Rio Pardo, foi divulgado estudo em ato, que aponta que R$ 289 milhões deixaram de circular na economia local. Eles reclamam a não-homologação da situação de emergência do município. O prefeito de Passo Fundo, Airton Dipp, divulgou carta aberta às autoridades em apoio ao ato, mas não paralisou as atividades externas.


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