Prêmios nos portos derrubam preço da soja
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MERCADO FÍSICO

Prêmios nos portos derrubam preço da soja

Alta de apenas 0,09% no dólar e 0,44% em Chicago não compensaram
Por: -Leonardo Gottems

As cotações da soja tiveram nesta quinta-feira (19.07) mais um dia de comportamentos mistos no mercado físico brasileiro, com pressão de forte queda nos prêmios de exportação (1,27%). De acordo com os índices do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), apurados junto aos diversos participantes do mercado, o preço de exportação desceu 0,45%, enquanto o do mercado interno subiu 0,53%.

Segundo o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os pagamentos da oleaginosa aos agricultores estão sendo muito alongados: “Soja praticamente não tem pagamento dentro de agosto e isso no RS não é comum. Imagina ter que modificar a cabeça do vendedor; é um processo”. 

Na Bahia, segundo ele, a situação é pior: “Mercado calmo, poucas negociações, com preços Spot R$ 70,00, outubro R$ 72,00, Maio R$ 69,50. Dificuldade de produtores para vender FOB com prazo anterior a Outubro, pois empresas já altamente comprometidas com as retiradas, assim sinalizam preços somente de outubro, nessa condição. Para vendas CIF há ainda algumas ocasiões em que produtor consegue encaixar venda Agosto, Setembro, porém, somente negócios de ocasião. Muita oferta de soja, mas empresas já com grandes volumes comprados, assim preços descolam negativamente de Chicago”. 

No Paraná, a preocupação é com os custos da próxima safra: “Os fertilizantes que estão sendo negociados para a safra 2018/19 subiram até R$ 300/tonelada, segundo levantamento da CNA, Faep e Cepea/Esalq. Além disso, as entregas de adubos estão atrasadas no Estado, principalmente na região oeste, o que preocupa produtores locais que devem iniciar o plantio na segunda quinzena de setembro. No levantamento concluído nesta quinta-feira nos municípios de Castro, Guarapuava, Cascavel e Londrina, técnicos das três entidades identificaram também aumento dos custos de defensivos e mão de obra na safra 2017/18 em relação à anterior”. 


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