Preservação pode gerar renda aos produtores

Agronegócio

Preservação pode gerar renda aos produtores

Produtores rurais de Minas Gerais estão adotando para ter uma produção agropecuária mais sustentável.
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A preservação dos recursos naturais e a recuperação de áreas degradadas são ações que produtores rurais de Minas Gerais estão adotando para ter uma produção agropecuária mais sustentável. Uma das iniciativas, que começou a ser desenvolvida em Pimenta, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, e beneficiará em torno de 50 produtores, é o Projeto Oásis – Nascentes de Pimenta. O programa vai remunerar os produtores que adotarem iniciativas que promovam a revitalização ambiental da região.
 
De acordo com a analista ambiental da FAEMG, Mariana Ramos, a iniciativa é importante para a região e, conforme os resultados, poderá ser expandida para outras áreas do Estado. Em Pimenta, o projeto revitalizará a Bacia do Rio Grande, com o objetivo de aumentar o volume de água e preservar as áreas remanescentes de vegetação nativa.
 
“O projeto começou há um ano e produtores interessados puderam se cadastrar através de edital. Agora será feita uma seleção destes projetos, dando prioridade aos que aderirem ao máximo de ações dentro das propriedades. Os produtores da região estão interessados e mais conscientes da importância de preservar e recuperar o meio ambiente. A mudança aconteceu, principalmente, após a crise hídrica, porque o produtor sentiu na pele as consequências da escassez”, explicou.
 
Dentre as ações a serem desenvolvidas estão as práticas de conservação de solo, a recuperação ou conservação de APP (Área de Preservação Permanente) de curso d’água e/ou reserva legal, a recuperação ou conservação de vegetação nativa e a recuperação ou conservação de APP em nascente.
 
“Os valores a serem pagos aos produtores são definidos conforme as ações adotadas e variam de R$ 10 a R$ 500 por hectare ao ano. O produtor que tiver o projeto selecionado receberá o primeiro pagamento logo após a realização das obras de readequação e a vistoria. A segunda parcela será paga após um ano da implantação e caso o projeto seja mantido. O pagamento é efetuado por cinco anos”.
 
Por estimular a preservação ambiental e a produção sustentável de alimentos, iniciativas que cada dia são mais valorizadas pelo mercado consumidor, a expectativa é que o projeto seja levado para outros municípios.
 
De acordo com Mariana, o projeto faz parte do dos programas Produtor de Água criado pela Agência Nacional de Águas (ANA). Para ser implantado nos municípios é preciso formar um arranjo local composto pelas principais entidades ligadas à administração das cidades, órgãos do meio ambiente estadual e municipal e entidades representativas dos produtores rurais. No caso de Pimenta, o município é o responsável por efetuar os pagamentos aos produtores pelos serviços ambientais implantados.
 
“Esperamos registrar resultados positivos para que outros municípios se interessem pelo projeto”, disse Mariana.
 
Mobilização
 
Para o desenvolvimento do projeto é necessário promover a conscientização, a capacitação e mobilizar constantemente a população. A Faemg, através do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Minas), já está capacitando os produtores da região. O primeiro curso foi o de Recuperação de Nascentes e até o fim do ano será ministrado o curso de Recuperação de Áreas Degradadas.
 
“A mobilização é constante e necessária. O produtor, muitas vezes, está disposto a investir na recuperação, por entender a importância das ações para retenção de água nas propriedades e não fazem isso por dificuldades financeiras ou porque não sabem como executar as obras. O programa Oásis vem para atender a esta demanda”, explicou Mariana.
 
O projeto é realizado com o apoio dos programas Produtor de Água  pela ANA e de diversos parceiros, como o programa Nosso Ambiente da FAEMG, a Prefeitura de Pimenta, o IEF (Instituto Estadual de Florestas), o Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), o Ministério Público Estadual, a Polícia Ambiental, a Seapa (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a ONG Nordesta Educação e Reflorestamento.


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