Presidente da CNA cobra agilidade na liberação de defensivos agrícolas
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Agronegócio

Presidente da CNA cobra agilidade na liberação de defensivos agrícolas

Senadora apresentará requerimento convocando o presidente da Anvisa para explicar a morosidade na liberação dos defensivos
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Senadora Kátia Abreu anunciou, em visita à Agrobrasília, que apresentará requerimento convocando o presidente da Anvisa para explicar a morosidade na liberação dos defensivos

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, voltou a cobrar agilidade do Governo para a liberação do registro de novos agroquímicos utilizados no combate às doenças que atacam as lavouras agrícolas. A manifestação foi feita na quarta-feira (15/5), durante visita ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, onde está sendo realizada a Agrobrasília 2013.


Ao falar no Fórum Brasileiro sobre Mosca Branca e Helicoverpa, dentro da programação do evento, a senadora anunciou que apresentará requerimento de convocação do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, para dar explicações sobre a morosidade na liberação dos defensivos. “Queremos que ele responda pelos prejuízos causados à produção. A falta de defensivos no mercado tem encarecido o custo de produção e prejudicado as lavouras”, afirmou.

A mosca branca e a helicoverpa, temas debatidos na programação da quarta-feira da AgroBrasília, são pragas que têm causado preocupação aos produtores rurais do cerrado. A mosca branca tem atingido principalmente a cultura do feijão, enquanto a Helicoverpa costuma atacar as lavouras de soja, algodão e tomate, entre outras, segundo relatos feitos à senadora por agricultores do Distrito Federal e de Goiás.


A presidente da CNA lembrou que alguns produtos estão há mais de cinco anos na fila de análise da Anvisa, aguardando a liberação de registro. Para tanto, defendeu maior celeridade neste processo, para ampliar a oferta de defensivos no mercado e baratear o custo dos produtos. Defendeu, ainda, que culturas como feijão, hortaliças e frutas, que se enquadram no grupo de alimentos conhecidos como minor crops (culturas menores), sejam autorizadas a usar defensivos similares, uma vez que estas atividades não dispõem de agroquímicos específicos.

Outro tema abordado pela senadora foi o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014. A presidente da CNA falou sobre as principais propostas apresentadas pela entidade ao Governo para a elaboração do PAP, que deve ser anunciado no início de junho. Entre os pontos sugeridos, além de maior volume de crédito (R$ 132 bilhões) e juros mais baratos, ela citou a ampliação do prazo de vigência do plano, de 12 para 18 meses, a partir da próxima safra, e de um plano de quatro anos a partir de 2015.


Também mencionou a expansão de cobertura do seguro agrícola, com o objetivo de contemplar 50% da área plantada em 2015, e da concessão direta ao produtor do prêmio de subvenção do seguro, mecanismo contratado pelos agricultores para ter direito ao seguro. “Hoje, os recursos vão para as seguradoras, que repassam o dinheiro ao produtor, a um custo mais alto”, explicou. Também integram as sugestões apresentadas pela CNA o plano de defesa agropecuária, plano de armazenagem, criação da agência nacional de extensão rural e programa de fortalecimento da cadeia produtiva de leite.

Visita – Ao chegar à Agrobrasília, a senadora visitou o estande do Serviço nacional de Aprendizagem Rural do DF (SENAR-DF), acompanhada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF), Renato Simplício Lopes. No local, conheceu alguns dos projetos desenvolvidos pelo SENAR local e experimentou produtos feitos por produtores e cooperativas do DF.

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