Presidente da CNA defende campanha de esclarecimento sobre agroquímicos
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Agronegócio

Presidente da CNA defende campanha de esclarecimento sobre agroquímicos

Demora no processo de liberação de novos produtos foi debatida
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Demora no processo de liberação de novos produtos foi debatida com representantes da Dow AgroSciences em Brasília
 

Uma campanha de esclarecimento sobre a segurança dos agroquímicos, condição obtida a partir de rígidos processos de análise e de controle realizados pelo Governo federal, e a importância desses produtos para a agropecuária brasileira. A sugestão foi apresentada pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ao presidente da Dow AgroSciences no Brasil, Welles Pascoal, durante almoço na sede da confederação, em Brasília, nesta terça-feira (22/04).
 
Para a presidente da CNA, as pessoas precisam saber que a evolução da agropecuária brasileira nos últimos anos reflete os altos ganhos de produtividade alcançados, em parte, em razão das novas tecnologias pesquisadas pelas indústrias de agroquímicos. Precisam saber, também, que o aumento da produção agropecuária é seguro e não traz riscos para a saúde humana. “É preciso comparar a produtividade de áreas tratadas com e sem esses produtos e mostrar esses números”, propôs a senadora. Ela defende que esses dados sejam apresentados para a população em geral, estudantes universitários e formadores de opinião.   
               
O processo para registro de agroquímicos no Brasil e nos Estados Unidos, países que têm mercados agropecuários similares e são concorrentes no mercado de commodities, também foi abordado no encontro com executivos da multinacional.
 
O representante da Dow AgroSciences informou que a pesquisa de um novo produto leva, em média, 12 anos para ser concluída. Outros cincos anos são gastos apenas com o registro nos órgãos responsáveis pela análise e liberação das moléculas no Brasil – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os gastos podem chegar a US$ 300 milhões.
               
Nos Estados Unidos, o tempo para registro não supera dois anos e seis meses. O trabalho de análise e liberação é feito por 300 profissionais nos Estados Unidos, onde os pedidos também são avaliados em três instâncias. Aqui, 30 técnicos fazem este trabalho. No Brasil, o envio de um processo de um órgão para outro pode levar até três meses. “A demora na obtenção do registro tem impactado na decisão das indústrias de se instalarem no Brasil”, afirmou Welles Pascoal.
 

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