Presidente da CNA lança programação do Ano da Multiplicação dos Peixes no TO
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Agronegócio

Presidente da CNA lança programação do Ano da Multiplicação dos Peixes no TO

A meta é colocar o Estado entre os 10 maiores produtores de pescado do País
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A meta é colocar o Estado entre os 10 maiores produtores de pescado do País
 
Tocantins tem condições de clima, água em abundância e tecnologia para fazer a piscicultura dar certo. Com esta expectativa, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (FAET), senadora Kátia Abreu, lançou oficialmente a programação do Ano da Multiplicação dos Peixes no Tocantins, nessa quinta-feira (16-2), em Palmas. No evento, na sede da FAET, a senadora destacou o crescimento da piscicultura no Brasil. “Hoje, trabalhar com peixe é o melhor negócio dentro da agropecuária brasileira”, afirmou.

Segundo a senadora, a meta é que o Tocantins saia da 23ª posição que ocupa atualmente e passe a integrar o ranking dos 10 maiores Estados produtores de pescado do Brasil, passando das atuais 7,5 mil toneladas para 15 mil toneladas até dezembro. A presidente da CNA destacou a existência de uma linha de crédito do Banco do Brasil, de R$ 100 milhões, com juros de 2% ao ano, voltada para financiamentos específicos para a piscicultura. O Ano da Multiplicação dos Peixes no Tocantins é uma parceria entre a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Secretaria da Agricultura, Subsecretaria de Aquicultura e pela Embrapa Pesca.

O Estado hoje possui cerca de mil produtores e apenas quatro frigoríficos com o selo de inspeção federal. Há 120 mil hectares de lâminas de água em barragens, 25 mil hectares de áreas propícias à instalação de viveiros. No Tocantins também estão instaladas oito unidades produtores de alevinos que são responsáveis pela produção de aproximadamente 40 milhões de larvas, alevinos e pós-larvas de espécies nativas como a caranha, cachorra, piau, pirarucu e tambaqui.

Além disso, existem os lagos das hidrelétricas. No ano passado, a senadora Kátia Abreu esteve com o ministro da Pesca, Luiz Sérgio, cobrando uma solução para o processo de exploração dos parques aquícolas do Lago do Lajeado, no Tocantins, e criticou a lentidão no processo de licenciamento. “Os estudos começaram a ser feitos em 2009, mas até agora não foi feita a liberação e nenhuma atividade pode ser desenvolvida, prejudicando a população local”, alertou a presidente da CNA.

Da área total de 630 hectares que pode ser licenciada para atividades aquícolas no Parque do Lajeado – o que representa 1% da lâmina total – o licenciamento inicial, informou o ministro, será de 125 hectares, área que poderá abrigará 126 famílias. “Essa área pode gerar 9.400 toneladas de peixe por ano, garantindo renda de R$ 800 a R$ 1.000 por mês para cada família. Uma área produtiva que poderia gerar renda está parada. É inadmissível essa situação”, afirmou a senadora Kátia Abreu.

A presidente da Comissão Nacional de Aqüicultura da CNA, Miyuki Hyashida, presente ao evento, defendeu o apoio aos piscicultores como forma de alavancar a cultura no Tocantins. Ela ressaltou o trabalho que a FAET vem desenvolvendo no Estado para promover a piscicultura. “Hoje a FAET, ao eleger a aqüicultura como atividade principal, definir metas, capacitar, orientar para obtenção do licenciamento e sobre como produzir, sabe que o setor se destacará e, desta vez, conseguirá as políticas públicas que tanto deseja”, frisou.

A senadora Kátia Abreu anunciou, ainda, que a FAET pretende estruturar algumas cadeias produtivas no Estado para a aquicultura. “A primeira conquista dos piscicultores foi a regularização da licença, pois apenas 1,5% dos produtores eram licenciados”, disse a presidente da CNA.

Assessoria de Comunicação CNA, com informações da assessoria da FAET

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