Presidente da Parmalat diz que laudo do Mapa atesta qualidade do leite

Agronegócio

Presidente da Parmalat diz que laudo do Mapa atesta qualidade do leite

Marcus Elias informou que a empresa recebeu no sábado do Ministério da Agricultura um laudo que atesta a qualidade de seus produtos
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O presidente da Parmalat, Marcus Elias, informou que a empresa recebeu no sábado (03-11) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento um laudo que atesta a qualidade de seus produtos. Segundo Elias, o ministério fez uma fiscalização adicional à de rotina no fim de semana. “Fomos a primeira empresa inspecionada, e nos deram o laudo atestando que nossas indústrias, nossos produtos, nossos processos, estão todos em conformidade, sem nenhum problema de qualidade.”

Quanto aos lotes de leite da empresa interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitárias (Anvisa) no dia 26 de outubro, Elias alegou que não estavam contaminados. O que aconteceu, disse ele, foi que a Anvisa aplicou o teste de “alcalinidade nas cinzas” – análise feita geralmente no leite in natura, ou cru.

O teste, feito pelo Ministério da Agricultura no teste no leite que a indústria compra do produtor, consiste em queimar o produto e testar a alcalinidade das cinzas. Se as cinzas forem alcalinas, é sinal de que algo foi adicionado ao leite – o que é proibido no produto ainda neste estado. Na indústria, o leite do tipo longa vida recebe um estabilizante chamado de citrato de sódio, permitido pelas normas de controle sanitário, que garante sua validade por um período de quatro 4 meses.

Segundo Marcus Elias, ao aplicar o teste no leite já industrializado, a Anvisa detectou a alcalinidade nas cinzas por causa do estabilizante e, por cautela, decidiu suspender a venda de três lotes, o equivalente a 200 litros. Sobre a compra de leite das cooperativas fraudadoras, o presidente da Parmalat alegou que esses fornecedores representam menos de 1% do total de leite comprado pela empresa.

Elias garantiu ainda que a Parmalat faz testes de qualidade, além das análises obrigatórias, e devolve os produtos que não são aprovados. “Os leites que entraram na minha fábrica não eram ruins. Não é porque a Polícia Federal constatou que essas cooperativas fraudavam leite que, necessariamente, a Parmalat comprou leite fraudado”, finalizou.

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