Previsão amarga para o RS
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Agronegócio

Previsão amarga para o RS

Conselho de Agrometeorologia indica precipitações abaixo da média
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Conselho de Agrometeorologia indica precipitações abaixo da média. Produtores começam a avaliar prejuízos no campo

A escassez de recursos hídricos no Estado tende a se agravar nos próximos meses. O prognóstico do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do RS (Copaaergs) divulgado ontem (8) indica precipitações abaixo do padrão em grande parte do território gaúcho em dezembro, janeiro e fevereiro. Influenciadas pelo La Niña, as maiores reduções deverão ocorrer nas regiões Nordeste, em dezembro, e Sul, em fevereiro, além de maior variabilidade das temperaturas. A previsão significa problema para a safra de grãos, principalmente para o milho e o feijão. Dos 68,7 mil hectares cultivados com feijão, 53% encontram-se nas fases de floração e enchimento de grãos, onde a planta mais necessita de água. No milho, este índice é um pouco menor: 36% dos 1,154 milhão de ha. Com plantio paralisado devido à baixa umidade, a soja ainda não é motivo de preocupação. O agrônomo Dulphe Pinheiro Machado Neto informa que a redução da produtividade só deve ser constatada no final deste mês. Contudo, já há quem esteja calculando os prejuízos no campo. É o caso do pecuarista Paulo Fritsch, de Teutônia, no Vale do Taquari. Enfrentando baixa precipitação há quase um mês, descarta a hipótese de colher as 50 t de milho por ha previstas. "Se chegar a 30 já é lucro", desabafa. Além de um aumento de 15% no custo, ele já sente a produtividade cair de 27 para 23 litros/vaca/dia.


Já a MetSul projeta a continuidade da chuva irregular, mas com aumento nos volumes em parte do Estado entre meados de janeiro e fevereiro. "São quase 60 dias de chuva abaixo da média e estiagens não costumam durar cinco a seis meses seguidos sem intervalos de precipitação mais abundante", diz o meteorologista Eugenio Hackbart. Conforme ele, ao redor da virada do ano, o Estado pode ter período de chuva mais favorável. "O nível de déficit hídrico deve variar muito de região para outra no verão."

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