Previsão de ano melhor para o arroz

Agronegócio

Previsão de ano melhor para o arroz

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Geralmente o período que antecede uma nova safra é de expectativa positiva. É o caso da rizicultura. Após um ano com lavouras caras e perdas devido à enchente que deixou vários hectares submersos em municípios catarinenses, a expectativa para a safra, que deve começar a ser plantada no próximo mês em algumas regiões, é de rendimentos melhores para os rizicultores. Como no caso do fumo, que começou a ser plantado em julho, tudo está mais no campo das previsões, mas a julgar pela redução de preços de alguns produtos necessários ao plantio e ao volume de arroz exportado pelo país, os produtores podem ter um ano melhor.

Vanir Zanatta, presidente da Cooperativa Agropecuária de Jacinto Machado (Cooperja), explica que a relação entre preço de arroz e de adubo geralmente era de uma saca de arroz para um de adubo ou uréia. No ano passado essa relação foi de quase quatro por um: a saca do grão custava entre R$ 20 e R$ 25, enquanto uma de adubo ou uréia custava entre R$ 80 e R$ 90. "Foi um dos pontos negativos e que fez o agricultor ter custos muito altos no plantio e uma defasagem posterior", afirma. Hoje a saca de 50 quilos de arroz é vendida por cerca de R$ 30. "Esse ano temos uma boa perspectiva, mas o produtor tem que se acostumar a fazer conta pelo preço mínimo e reduzir os custos da produção", diz. Segundo Zanatta, as exportações nacionais de arroz parboilizado - o "forte" da produção catarinense - estão abrindo um espaço maior para a venda do produto no mercado doméstico, o que deve ajudar os produtores.

Instalação de dois novos silos

A cooperativa, que recebeu nessa safra 160 mil toneladas de arroz em casca, está em expansão. Depois de ter inaugurado uma nova unidade de beneficiamento - em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul - e ter aumentado em 40% o volume de vendas, irá instalar dois novos silos em Praia Grande e outros dois na unidade gaúcha, com capacidade de cinco mil toneladas cada. Na safra 2009/2010, a Cooperja pretende aumentar em 10% o volume de arroz recebido, e assim, maximizar as atividades.

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