Previsão de chuva nos EUA derruba preços da soja em Chicago
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Agronegócio

Previsão de chuva nos EUA derruba preços da soja em Chicago

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Os preços futuros de soja despencaram na Chicago Board of Trade (CBoT), na maior baixa no período de 12 semanas, como reflexo das chuvas registradas e o ritmo acelerado de plantio, que melhoraram as perspectivas de uma colheita recorde nos Estados Unidos.

Os contratos para agosto da soja fecharam ontem cotados a 846,75 centavos de dólar por bushel (US$ 311,14 por tonelada), em queda de 22,25 centavos no dia. A soja, que alcançou a maior alta no período de 15 anos, em março, recuou 12% na última semana, já que as condições de crescimento melhoraram, e os produtores rurais aumentaram o plantio, para aproveitar os preços mais altos e o crescimento da demanda. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na semana passada, que a colheita, a ser realizada em outubro, avançará 23%.

"O clima é bom e os gráficos são terríveis, combinação que leva às vendas continuadas", disse Jerry Gidel, analista de grãos da North American Risk Management Services, em Chicago (EUA).

A Associação Nacional de Processadoras de Oleaginosas anunciou, na semana passada, que a demanda nos Estados Unidos pela oleaginosa caiu 14,4% em abril, em relação ao mesmo mês de 2003. A soja é processada para a fabricação de rações e óleo vegetal.

Ao contrário do que ocorreu com a soja, os preços futuros do milho subiram 1% em Chicago. Os contratos para setembro do grão fecharam ontem cotados a 290,25 centavos de dólar por bushel (US$ 114,27 por tonelada), em alta de 3 centavos na bolsa americana.

Segundo analistas, porém, os preços do milho poderão recuar pela terceira semana consecutiva, devido às chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, e ao ritmo recorde de plantio, visando uma colheita recorde para o fim do ano.

Nove entre quinze consultores do mercado agrícola, comerciantes de grãos, traders e gerentes de fundos de commodities pesquisados aconselharam vender o milho da maior colheita dos Estados Unidos. Cinco recomendaram comprar o grão. "As colheitas estão sendo um ideal que não vemos há três anos", disse Dave Marshall, gerente da AgriPride, empresa de comercialização e fornecimento de grãos, em Nashville, Illinois.

O crescimento acelerado das plantações ajudará os produtores agrícolas dos EUA, maior país produtor mundial de milho, a superar a colheita recorde do ano passado, avaliada em US$ 24,8 bilhões. O preço do milho, usado para a fabricação de rações, adoçantes e combustível, recuou 15%, depois de alcançar a maior alta no período de sete anos, em abril.

O solo seco e o clima quente permitiram que os produtores agrícolas plantassem, até 9 de maio, 84% da colheita esperada para o ano, recorde para essa data, informou o Usda. A média do período de cinco anos é de 63%.

Futuros de trigo

Os preços futuros do trigo aumentaram pela primeira vez em nove pregões diante das preocupações de que o frio e o tempo seco nas Grandes Planícies dos Estados Unidos podem ter causado danos à plantações, e reduzam a produção de grãos. As baixas temperaturas da semana passada nos estados de Kansas, Colorado e Nebraska podem ter causado mais danos à lavoura do trigo de inverno do que inicialmente se suspeitava, disseram analistas do setor.

Os contratos para setembro do trigo fecharam a 373,75 centavos de dólar por bushel (US$ 137,33 por tonelada), em alta de 8,5 centavos.


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