Previsão de seca preocupa produtor de cana pernambucano

Agronegócio

Previsão de seca preocupa produtor de cana pernambucano

Setor propõe o monitoramento sistemático do Estado, através da Brigada contra Seca
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A previsão de chuvas abaixo da média para o próximo trimestre em Pernambuco, divulgado recentemente pelo Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe/Itep), acende os primeiros sinais de alerta nos fornecedores de cana do Estado. O medo de novas perdas produtivas e econômicas em decorrência da escassez de chuva já acompanha o setor. Na safra 2009/2010, cerca de 2 mil pequenos e médios produtores da Mata Norte tiveram perdas de R$ 60 milhões em virtude da seca no ano passado.

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Paulo Guedes, caso a previsão de pouca chuva continue para a estação chuvosa da Zona da Mata, que é entre os meses de abril e julho, será necessário tomar medidas preventivas urgentes para amenizar os efeitos da estiagem. A cana atrofia se não receber água e umidade na medida ideal para o pleno desenvolvimento. “É preciso se preparar para evitar a repetição de prejuízos futuros por conta da seca”, destaca.

A fim de evitar os respectivos prejuízos produtivos, econômicos e sociais decorrentes da instabilidade das chuvas em Pernambuco, o setor sucroenergético propõe o monitoramento sistemático do Estado, por meio da criação da Brigada contra Seca. “A Brigada deverá manter-se à disposição do Governo do Estado, semelhantemente a uma brigada de incêndio”, conta Guedes. Ele informa que ela poderá colaborar na diminuição das quebras de produção agrícolas e ainda reduzir a possibilidade de situações de emergência de municípios.

Guedes lembra que, no passado, em alguns momentos de crise intensa, o Governo do Estado promoveu ações para mitigar os prejuízos, as quais foram fundamentais para dar uma sobrevida, principalmente, aos pequenos e médios fornecedores que são responsáveis pela contratação de um considerável contingente de trabalhadores rurais. Sem as ações do Governo, muitos fornecedores pernambucanos não conseguiriam permanecer no ramo, o que provocaria impacto sócio-econômico significativo na Zona da Mata do Estado.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).
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