Problemas 'crônicos' ameaçam eficiência da agricultura brasileira
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Agronegócio

Problemas 'crônicos' ameaçam eficiência da agricultura brasileira

Para especialista, setor necessita de políticas eficientes para não perder competitividade
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Para especialista, setor necessita de políticas eficientes para não perder competitividade

A crescente demanda por alimentos no mundo obrigou o setor produtivo a entrar em uma verdadeira corrida pela produção de grãos. Mas ao mesmo em que cresceu a pressão pelo aumento na oferta de itens como fibras, cereais e carnes acentuou-se a competitividade do mercado. Cresceram também os gargalos para inibir o avanço do segmento a exemplo da falta de infraestrutura, mão de obra qualificada, tributação.

Anderson Galvão, consultor da Céleres é enfático afirmar: o produtor rural pode 'morrer' na atividade caso esteja alheio às transformações provocadas pelo mercado e se também não haver medidas públicas eficientes para que o garanta no exercício profissional. "Se o setor produtivo, os produtores não tomam medidas no sentido de manter e preservar a competitividade é sem dúvida um risco. Na ótica do produtor individual é crescer ou morrer. Crescer em escala, produtividade e eficiência", lembra o especialista. Nessa quarta-feira (13) ele participou em Cuiabá (MT) do Congresso Brasileiro da Soja.

De acordo com o profissional, ameaças rondam o setor produtivo brasileiro. "Embora o Brasil seja um dos mais competitivos na produção de soja, observamos tendências como custos e pontos de vista institucionais que ameaçam a produção. Há preocupação com a produtividade de trabalho, oferta de mão de obra qualificada, fator tributário", lembra.

Somente na produção de soja, o Brasil figura na segunda posição do ranking mundial com 75,3 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital mato-grossense, Galvão alertou para a necessidade dos chamados 'cenários' ideais para que o agricultor consiga exercer a vocação produtiva. "A agricultura não quebra, mas sim o produtor. É necessário e urgente lidar com problemas crônicos para permitir que o Brasil seja o celeiro agrícola", ponderou o diretor da Céleres.

Carro-chefe do agronegócio nacional, a soja ainda exerce principal contribuição nas relações comerciais do Brasil. Somente em 2011 as exportações do complexo (grão, farelo e óleo) totalizaram US$ 24,1 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Grãos in natura são os principais itens enviados para o mercado internacional. No ano passado, os embarques somaram US$ 16,3 bilhões, com 33 milhões de toneladas.

"Se existe um cenário crescente de demanda por soja e no Brasil o produtor não consegue atendê-la, o preço sobe e você inviabiliza o surgimento de outros competidores e consequentemente afeta as relações de oferta e demanda", pondera Galvão.

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