Produção chinesa de suínos impulsiona fertilizantes
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Imagem: Eliza Maliszewski
MUNDO

Produção chinesa de suínos impulsiona fertilizantes

País está recuperado da peste suína africana
Por: -Leonardo Gottems

A recomposição do estoque de suínos na China, depois que o surto de peste suína africana obrigou o país asiático a abater 300 milhões de porcos, está impulsionando a demanda por milho e soja, levando a um maior consumo de fertilizantes, publicou a agência Bloomberg para citar Chuck Magro, CEO da Nutrien, maior fabricante de fertilizantes agrícolas. A peste suína africana, com alta taxa de mortalidade entre porcos e javalis - a taxa pode chegar a 100% segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) - mas inofensiva para humanos e outros animais, é uma doença hemorrágica altamente contagiosa que pode causar a morte entre dois e dez dias após a contratação. 

O surto, que começou em agosto de 2018, causou uma redução na metade do estoque de suínos da China, que responde por 55% do estoque mundial de suínos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 54 milhões de toneladas produzidas em 2018, neste ano a China cairia para 34 milhões de toneladas. 

Mas depois que a praga foi deixada para trás, a produção de suínos iniciou um processo de recuperação que inclui novas práticas por parte dos produtores, com centros de produção maiores e mais intensivos em alimentos, o que tem causado forte crescimento da demanda de safras para nutrição animal, como milho e soja. Desde abril, as importações chinesas desses grãos provocaram alta nos preços futuros da soja e do milho, que aumentaram 30%. 

Com isso, quem pode sair ganhando é a Argentina. A Nutrien é sócia 50/50 da YPF, estatal argentina de petróleo, na Profertil, uma das cinco maiores produtoras de uréia granulada do mundo e a única da Argentina. Produz 1,3 milhão de toneladas, o suficiente para abastecer 75% do fertilizante nitrogenado que o país demanda. 


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