Produção de alimentos ganha incentivos
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Agronegócio

Produção de alimentos ganha incentivos

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Prestes a comemorar o dia mundial da alimentação em todo o mundo, no dia 16 de outubro, o governo brasileiro quer implantar novas ações para garantir a sustentabilidade da agricultura e ainda afugentar de vez o fantasma da tão dita crise dos alimentos.

Em meados deste ano, os Estados Unidos e a União Européia haviam acusados o Brasil de contribuir para a crise dos alimentos por que aumentou a área plantada de oleaginosas que também servem para alimentação dos seres humanos. O governo brasileiro provou que o País tem terras suficientes para explorar e decidiu investir mais de R$ 13 milhões para o programa mais alimentos.

O Mapa- ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Embrapa e a Conab- Companhia Nacional de Abastecimento assinam acordos de cooperação com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), na última quarta-feira. Participaram da cerimônia o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silas Brasileiro, o subdiretor geral da FAO, José Maria Sumpsi Viñas, e o representante da FAO no Brasil, José Tubino. O protocolo de intenções, que será firmado com o Mapa, prevê a formulação de um programa estratégico de desenvolvimento sustentável da pecuária, a recuperação de pastagens degradadas e a intensificação da produção sustentável em sistemas de integração lavoura-pecuária-silvicultura no Brasil, especialmente para os biomas da Amazônia e cerrados.

No caso da Embrapa, o memorando de entendimento com a FAO estabelece o desenvolvimento de planos para criação de sementes de qualidade, compartilhamento e adaptação de recursos genéticos vegetais, capacitação em produção, pós-colheita e armazenamento de sementes. Também recomenda a adaptação de boas práticas de cultivo e de pós-colheita e apoio na expansão da produção local de sementes e fertilizantes orgânicos. Inclui ainda a orientação técnica no desenvolvimento da pesquisa agrícola nacional e de políticas e estratégias de inovação.

O memorando que será assinado entre a Conab e a FAO tem por objetivo prover assessoramento técnico, capacitação e intercâmbio de informações sobre o abastecimento agroalimentar para países da África e América Latina, em especial Nicarágua e Haiti. Essas medidas permitirão o aumento da produção e da produtividade agrícola, em particular dos pequenos agricultores, pela intensificação dos sistemas de produção sustentáveis.

ANÁLISE DE MERCADO

Em análise do jornal Valor econômico ficou provado que nos três primeiros meses do ano, os alimentos avançaram 3,04%, enquanto educação subiu 3,92%. Juntos, os dois grupos contribuíram com 0,94 ponto percentual, o equivalente a 62% do total do IPCA no primeiro trimestre.

Os alimentos são produtos de mercado, que dependem de cotação internacional e da demanda do mercado interno. Desde meados de 2007 que a pressão desse grupo tem sido muito forte e o ano de 2008 já começou com taxas crescentes para alimentação, frisou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Entre as maiores pressões para o índice trimestral, destaque para os colégios e cursos, que subiram 4,42% e contribuíram com 0,21 ponto percentual para o IPCA; refeição fora, com alta de 3,34% e contribuição de 0,08 ponto percentual; empregados domésticos, com 2,32% e 0,07 ponto percentual; óleo de soja, com 25,47% e 0,07 ponto percentual; pão francês, com 6,20% e 0,07 ponto percentual; e tomate, com 56,72% e 0,07 ponto percentual.

DIA DA ALIMENTAÇÃO

A data, que é comemorada há 27 anos, lembra o surgimento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, (FAO), em 1945. É um momento para chamar a atenção do mundo para a fome e a insegurança alimentar que afetam mais de 840 milhões de pessoas.

Celebrado em mais de 180 países, desde 1981, o objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar a humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover, em todo o mundo, a participação da população na luta contra a fome.

Segundo os números mais recentes da FAO (que se referem ao período 2002-2004), a desnutrição afetaria 52,4 milhões de pessoas, 10% da população da América Latina e Caribe. No período de 1990-1992, se estimava em 59 milhões o número de pessoas com fome, o equivalente a 13% da população.

A situação mais grave está na América Central, onde o número total de pessoas com fome subiu de cinco milhões entre 1990-1992 para 7,5 milhões entre 2002-2004. Em termos percentuais isso significa um aumento de 17% a 19%. Já a América do Sul conseguiu baixar a população com fome de 42 milhões para 35 milhões, de 14% a 9%%.


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